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Grupo Especial do Rio de Janeiro começa neste domingo com quatro escolas na Sapucaí

Começam neste domingo (15) os desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro. As apresentações acontecem na Marquês de Sapucaí a partir das 21h45, com quatro escolas por noite, ao longo de três dias: domingo, segunda e terça-feira.

A apuração será realizada na quarta-feira, às 16h. Tanto os desfiles quanto a leitura das notas terão transmissão da Globo.

Confira as escolas e enredos da primeira noite:


Eduardo Hollanda/Liesa
Foto: Eduardo Hollanda/Liesa

1ª — Acadêmicos de Niterói

Enredo: Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil

Estreante no Grupo Especial, a agremiação chega à elite tentando quebrar um tabu recente: desde 2022 nenhuma escola promovida da Série Ouro conseguiu permanecer no grupo principal. A aposta para marcar presença é um enredo biográfico e político, narrando a trajetória do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva.

O desfile começa no sertão pernambucano, com a infância humilde e a simbologia do mulungu, árvore associada às brincadeiras do futuro presidente, e segue pela migração para o Sudeste. A narrativa passa pelo trabalho nas fábricas do ABC paulista, pela formação da consciência sindical, pelas greves históricas e pela construção de uma liderança popular até chegar à eleição presidencial.

A proposta dos autores Tiago Martins e Igor Ricardo é apresentar não apenas o personagem político, mas também o Brasil social que surge ao redor dele, retratando trabalhadores, movimentos populares e transformações do país ao longo das décadas.


Foto: Eduardo Hollanda/Liesa

2ª — Imperatriz Leopoldinense

Enredo: Camaleônico

Terceira colocada em 2025 e campeã em 2023, a escola de Ramos aposta em um desfile artístico para buscar seu décimo título. O homenageado é Ney Matogrosso, cuja carreira é marcada por constante reinvenção estética e musical.

O carnavalesco Leandro Vieira pretende transformar a avenida em um grande palco performático, explorando as várias fases do artista: o surgimento com o grupo Secos & Molhados, o impacto visual das maquiagens e figurinos, a quebra de padrões de gênero e comportamento, além da consolidação como intérprete sofisticado da música brasileira.

A narrativa trabalha a ideia do “camaleão”, alguém que muda de forma sem perder essência, para abordar também a liberdade artística e a diversidade cultural brasileira, conectando a obra do cantor com transformações sociais e comportamentais no país.


Foto: Eduardo Hollanda/Liesa

3ª — Portela

Enredo: O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande

Maior campeã do carnaval carioca, a azul e branca aposta em um enredo histórico-religioso sobre Custódio Joaquim de Almeida, figura africana ligada à formação do batuque no Rio Grande do Sul no século XIX.

O desfile pretende apresentar a diáspora africana para além dos eixos mais conhecidos, mostrando como tradições religiosas se estabeleceram no sul do Brasil. A narrativa passa pela chegada do personagem ao país, pela sua atuação espiritual e pela formação de comunidades religiosas afro-gaúchas.

A escola também propõe uma leitura simbólica de resistência cultural: a “coroa” do príncipe representa a permanência da ancestralidade africana mesmo após a escravidão, conectando fé, memória e identidade.


Foto: Eduardo Hollanda/Liesa

4ª — Estação Primeira de Mangueira

Enredo: Mestre Sacaca do Encanto Tucuju — O Guardião da Amazônia Negra

Buscando encerrar o jejum de títulos desde 2019, a verde e rosa aposta em um enredo que mistura cultura afro-indígena e saberes populares amazônicos, homenageando Mestre Sacaca.

O desfile deve apresentar o personagem como símbolo de cura, espiritualidade e conhecimento tradicional, guiando a narrativa pela Amazônia do ponto de vista das populações locais. A proposta inclui ervas medicinais, rituais, encantarias e a relação entre natureza e ancestralidade.

A escola pretende valorizar uma Amazônia cultural e humana, destacando práticas religiosas e sociais que formam o chamado “encanto tucuju”, expressão associada à identidade do povo do Amapá.


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Autor: Agencia Paraná

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