O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, confirmou nesta terça-feira (10) que deixará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima semana. A saída atende ao prazo da legislação eleitoral que exige que ministros deixem seus cargos até seis meses antes do pleito.
A confirmação ocorreu um dia depois de o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) sinalizar que o ministro se candidatará ao governo de São Paulo contra a chapa à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
“Devo deixar o governo na semana que vem. […] Estamos conversando [com Lula], estudando a que concorrer. Ainda vamos discutir. Não é só a candidatura, temos que ver o grupo de pessoas que vão compor a chapa”, afirmou a jornalistas ao chegar no ministério, mais cedo.
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Haddad afirmou que já vinha discutindo com Lula a possibilidade de deixar o governo, mas sua pretensão era coordenar o programa de governo da tentativa do petista à reeleição ao Planalto.
“Já anunciei há bastante tempo a minha intenção de deixar o governo. Tenho conversado com o presidente [Lula] sobre São Paulo, vou ter uma conversa também com o vice-presidente Alckmin, com a Simone [Tebet]”, declarou.
Segundo o ministro, o objetivo dessas conversas é avaliar como o grupo político pode atuar no cenário eleitoral paulista e no debate nacional.
Na véspera, Rui Falcão afirmou que, caso Haddad entre na disputa, a vantagem do atual governador “vai virar pó”, enaltecendo as qualidades do ministro como “ministro competente, honesto e realizador”.
O parlamentar da ala mais radical do PT classificou Tarcísio como “recordista em feminicídio, campeão em pedágios, inimigo da educação e sabotador da Sabesp”.
Haddad vinha resistindo à ideia de concorrer a um cargo eletivo, dizendo que pretendia deixar a Esplanada apenas para coordenar a campanha de Lula. A demonstração de resistência a uma candidatura, porém, foi diminuindo ao longo das últimas entrevistas, sob a alegação de que a palavra final seria do presidente da República.
Autor: Gazeta do Povo



















