
O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, sinalizou nesta segunda (2) que pode realmente se candidatar a algum cargo eletivo em São Paulo se assim for determinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele tem sido reticente em disputar a eleição deste ano principalmente concorrendo ao governo do estado por conta do favoritismo do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que disputará a reeleição.
A definição se Haddad será candidato ou não deve ser dada durante a viagem que acompanhará Lula nesta terça (3) em pautas na cidade de Valinhos (SP) e na capital paulista, à tarde e à noite.
“Manifestei desde o começo do ano que não tinha a intenção de participar do pleito deste ano. O presidente tem desenhado os cenários em que minha participação seria necessária e eu, evidentemente, sendo um amigo de tantos anos, não posso prescindir da opinião dele e desconsiderar a opinião dele sobre isso. Eu estou analisando, ele [Lula] também. Nós vamos chegar a um denominador comum”, afirmou Haddad a jornalistas em um evento na Universidade de São Paulo (USP).
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Haddad tem sido pressionado também pelo próprio partido, o PT, para disputar a eleição em São Paulo mesmo se não conseguir se eleger. A alegação da sigla é que sua candidatura pode impulsionar o palanque de Lula no estado.
“Estou analisando os cenários, o quadro. Evidentemente que eu tenho minhas preocupações com o país onde eu moro. Estamos sempre atentos para os riscos e as possibilidades”, emendou.
Além de Haddad, o PT pressiona o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para disputar possivelmente o Senado pelo estado. No entanto, no caso dele, há uma certa restrição por parte do PSB, que quer que Alckmin continue como vice na chapa à reeleição do petista.
Na semana passada, o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Jonas Donizette (PSB-SP), reclamou de como o PT estaria tratando Alckmin e voltando os olhos para uma composição com o MDB. Ele considerou como “injusto” desconsiderá-lo da chapa à reeleição.
“Eu tenho certeza que ele continua de vice. Acho injusto o que estão fazendo com ele. Um vice desleal não mereceria o que ele está vivendo. Ainda mais um vice leal como ele”, disse em entrevista ao Estadão.
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, se reuniu com Lula no Palácio do Planalto, no dia último dia 10, para reforçar a posição do partido. O encontro durou cerca de uma hora e Campos afirmou ter saído “animado” e “seguro” quanto à manutenção da parceria entre PT e PSB.
Fonte: Gazeta do Povo








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