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Hotéis estrelados são opções para viver luxo em São Paulo – 21/01/2026 – Turismo

Em cada região da maior cidade da América do Sul, que celebra seus 472 anos neste domingo (25), há hotéis que oferecem mais do que uma estadia: eles propõem também novas formas de experimentar a metrópole.

Ao deixar para trás o frenesi da avenida Paulista, por exemplo, um portal na rua Itapeva nos guia para um ambiente onde a agitação cede espaço à contemplação. Ao atravessar o corredor verde, a natureza espalha-se por um dos complexos mais sofisticados da América Latina, o Cidade Matarazzo, que abriga o centro cultural Casa Bradesco, o clube Soho House, uma capela restaurada de 1922, dedicada a Santa Luzia, e o hotel Rosewood São Paulo.

Com seus três restaurantes e dois bares sempre cheios, o hotel pulsa em um compasso próprio. Ainda assim, basta cruzar a porta do apartamento para que o mundo lá fora se dissolva. O som da cidade se apaga.

Disfarçar-se de hóspede e entregar-se aos encantos da hotelaria paulistana é, mais do que um
gesto de curiosidade, uma forma de experimentar o sofisticado. São espaços que fazem fama aqui e lá fora, habituados a receber viajantes internacionais, mas que também guardam algo de profundamente paulistano: a arte de transformar o cotidiano.

São Paulo tem cerca de 420 hotéis, que juntos somam mais de 41 mil quartos. Desses, 17 ostentam o selo do luxo, de acordo com a Abih-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo). O números também revelam um recorte curioso: entre 42% e 52% dos quartos são ocupados pelos próprios paulistanos —moradores que apostam em uma imersão temporária em outra São Paulo, algo mais zelosa.

Um bom lugar para fazer isso é o Palácio Tangará. Considerado um dos hotéis mais luxuosos do continente, ele fica no coração do Panamby, na região sul, com uma bela vista para o parque Burle Marx —uma das maiores reservas urbanas de mata atlântica.

Em seus 141 quartos, a natureza é a estrela, presente em cada janela, oferecendo uma imersão completa na serenidade do verde que contrasta com a agitação urbana.

Perto dali, aos fins de semana, a modernidade dos imponentes prédios comerciais da Berrini cede espaço ao lazer, como no JW Marriot Hotel. Cercado por torres envidraçadas, ele é o retrato do típico business hotel, daqueles em que o movimento diário reflete o compasso do trabalho. Mas basta o sábado chegar para que o cenário mude: executivos dão lugar a casais, famílias e gringos em busca de lazer com um quê de sofisticação.

No lobby, os pisos são de mármore, e a escada vermelha se ergue rumo ao centro de eventos. O interior destaca-se por madeiras em tons mais escuros que se mesclam ao bege de objetos como estantes, cadeiras de espera, mesas e abajures. O destaque vai para o Caju Bar, pilotado pela bartender Gabriela Marques, 29.

Nos arredores, outro espaço que desponta é o Grand Hyatt São Paulo, com sua vista imponente para a Ponte Estaiada, um dos cartões-postais da capital. Aos domingos, o brunch, aberto ao público, ganha ares de celebração. Com preço fixo de R$ 340 (adultos) e R$ 170 (crianças de 6 a 12 anos), a vivência reflete a proposta do hotel de adaptar-se aos diferentes momentos do dia —do café ao drinque pós-jantar.

De volta aos Jardins, a uma quadra da Paulista, o Renaissance se destaca ainda mais para aqueles que preferem não sair das suas dependências. O Club Lounge, localizado no 23º andar, oferece uma vista exclusiva da cidade, além de canapés, bebidas quentes, frias e alcoólicas, pratos quentes e um happy hour para encerrar o dia. Com iluminação natural, o restaurante Terraço Jardins também é um atrativos imperdível.

A luz natural também é um dos encantos do café da manhã no Fasano Itaim. O hotel apresenta uma releitura do design clássico do Fasano São Paulo, agora reinterpretado com linhas mais contemporâneas e sutis assinadas pelo arquiteto Marcio Kogan. Os móveis garimpados por Ana Joma Fasano e Gero Fasano funcionam como fragmentos de história que imprimem personalidade aos espaços.

Mercado de luxo está aquecido

De olho na demanda de locais e turistas domésticos e estrangeiros por hospedagens luxuosas, diversas bandeiras hoteleiras tem se movimentado para garantir seu espaço na cidade —ampliando as opções para os hóspedes.

Entre 2024 e 2025, a região da Faria Lima ganhou três novidades mais descoladas, focadas no público mais jovem: o W São Paulo, na Vila Olímpia, The Westin, no Itaim, e o Pulso Hotel, mais próximo ao largo da Batata.

Perto dali, nos Jardins, também foi inaugurado o v3rso, um hotel boutique tecnológico com a assinatura do Emiliano, que deve ganhar uma segunda unidade no megacomplexo imobiliário
Parque Global, ainda em construção na região sul da cidade.

A bandeira argentina Faena, que acaba de abrir a sua filial em Nova York, também aguarda as obras de um complexo em Pinheiros para criar sua unidade paulistana. A inauguração deve ocorrer em 2028 ou 2029.

Também até o final da década, a cidade deve ganhar um hotel da ultraluxuosa rede Kempinski —será o terceiro no país, depois do Laje de Pedra, na Serra Gaúcha, e de um segundo em Alagoas.

“São Paulo ainda tem carência de oferta de hotelaria no segmento de alto luxo”, diz José Ernesto Marino Neto, hoteleiro de longa data e sócio-gestor da Kempinski no Brasil. “Isso acaba atraindo novas marcas, porque é um mercado muito pujante.”

Autor: Folha

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