Recém-filiado ao PSD para tentar disputar o governo do Distrito Federal em 2026, o ex-governador José Roberto Arruda aponta responsabilidade da administração Ibaneis Rocha (MDB) na falha de segurança registrada na capital federal em 8 de janeiro de 2023.
Em março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), arquivou investigação contra o governador do DF por suposta omissão durante os ataques às sedes dos três Poderes no 8 de Janeiro. A decisão atendeu a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que avaliou não haver elementos no processo que justificassem que o inquérito penal contra Ibaneis prosseguisse.
Arruda argumenta que a principal responsabilidade do governo do DF é zelar pelos Poderes da República. “O governador tem essa missão principal, que é fazer com que a capital do país possa sediar os Poderes da República com segurança, com equilíbrio e com tranquilidade”, diz, lembrando que Brasília já havia sido testada em episódios graves, como no impeachment dos ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff.
“E como é que se comportou a segurança pública de Brasília? Exemplarmente”, continua. “Eu reconheço que nós de Brasília falhamos [no 8 de Janeiro]. O governo de Brasília falhou.”
Arruda lembra que o governo do DF tem um fundo constitucional para arcar com a segurança dos Poderes da República. “E teria sido muito fácil dizer que o governador não tem nenhuma responsabilidade. Isso é muito estranho. Claro que a responsabilidade é dele. Por omissão ou por incompetência, não sei, mas é uma falha grave”, complementa.
O ex-governador do DF ressalta que parte dos manifestantes foi influenciado pelo efeito de multidão. “Aí vêm sempre aqueles que insuflam, os mais radicais, infiltrados ou não, e aí produzem aquela quebradeira”, prossegue. “Mas nós que conhecemos a competência das polícias de Brasília vemos uma falha gritante.”
Pivô do mensalão do DEM, Arruda foi preso e condenado em processos derivados da operação Caixa de Pandora, de 2009, quando foi filmado recebendo um maço de dinheiro. Em 2022, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) barrou a candidatura dele para deputado federal.
Em outubro, a Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve a condenação de Arruda por improbidade administrativa, ainda em processo derivado da Caixa de Pandora. O ex-governador, no entanto, afirma que está apto a disputar o governo do DF em 2026.
Ele diz querer construir uma frente ampla para se opor à continuação da gestão Ibaneis, que seria a vice, Celina Leão. “Eu acho que o projeto do PSD tanto para o Brasil quanto para Brasília é um projeto de equilíbrio, um projeto de desenvolvimento econômico com desenvolvimento social, fugindo dos sectarismos, dos radicalismos e criando uma política econômica liberal, mas também com políticas públicas de diminuição das desigualdades.”
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