O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que empresas do setor de Defesa estão produzindo armamentos sob “ordens de emergência” para atender à demanda provocada pela guerra contra o Irã. A declaração foi dada em entrevista ao Politico.
Segundo Trump, os Estados Unidos dispõem de munições de médio e longo alcance em quantidade “ilimitada”, ao mesmo tempo em que a indústria militar acelera a produção de novos equipamentos. “Estamos produzindo rapidamente”, disse. Ele também criticou o ex-presidente Joe Biden, afirmando que o antecessor não utilizou os estoques disponíveis.
A fala ocorre horas após o próprio Trump admitir, em publicação nas redes sociais, que o país “não está onde gostaria” em relação ao volume de armamentos de ponta no arsenal norte-americano — declaração que gerou repercussão imediata no debate interno sobre a capacidade militar dos EUA.
VEJA TAMBÉM:
-

Quais foram os alvos que EUA e Israel atacaram no Irã até agora
-

Mísseis, caças de 5ª geração e bombardeiros B2: EUA e Israel detalham ataque ao Irã
Ataques chegam ao quarto dia
O conflito, travado entre Estados Unidos, Israel e Irã, entrou no quarto dia nesta terça-feira. A ofensiva começou no sábado, após bombardeios em Teerã que, segundo informações divulgadas, mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de outras autoridades de alto escalão.
Desde então, o Irã tem retaliado com ataques contra Israel e contra áreas estratégicas no Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas.
Trump afirmou ainda que o Irã estaria “ficando sem lançadores de mísseis”, embora não tenha apresentado provas. De acordo com ele, os sistemas iranianos estariam sendo “dizimados”. O Exército dos EUA divulgou vídeos que atribui a bombardeios contra estruturas militares iranianas, mas não detalhou quantos equipamentos teriam sido destruídos.
Na segunda-feira, Trump indicou que a maior onda de ataques dos EUA ainda está por vir e pode ocorrer “em breve”. O presidente também declarou que projeta duração de quatro a cinco semanas para o conflito.
Autor: Gazeta do Povo



















