A Yamaha traz ao mercado seu novo scooter, o Aerox ABS Connected. Com proposta urbana e estilo esportivo, o modelo chega às lojas com o preço sugerido de R$ 18.990.
O valor o posiciona estrategicamente abaixo de alguns de seus principais concorrentes, como a Shineray Urban 150 EFI (R$ 20.990), a Honda PCX 160 ABS (R$ 20.570) e a Dafra Cruisym 150 (R$ 19.290, com frete incluso).
Nesse segmento, a Honda reina absoluta. O PCX teve 53,7 mil emplacamentos em 2025, segundo a Fenabrave (associação dos distribuidores de veículos). É mais que o dobro dos licenciamentos do Yamaha NMax 160 (24,5 mil unidades), que custa R$ 23.290.
O visual do Aerox não nega o parentesco com a família R-Series, a linha de motos esportivas da marca japonesa. Embora lembre o Neo 125 (descontinuado em 2024), o novo scooter eleva o padrão com acabamentos “black piano” (preto brilhante) e texturas que simulam fibra de carbono.
Os grafismos chamativos miram o público jovem, enquanto o assento com dois níveis tem costuras aparentes.
Diferentemente dos scooters com assoalho plano, o Aerox traz uma viga central elevada (onde fica a abertura do tanque). As pernas do piloto ficam ligeiramente afastadas, o que dá uma sensação de controle de uma moto convencional, embora limite o descanso dos pés a uma única posição.
Seu motor é compartilhado com o NMax: um monocilíndrico de 155 cm³ e refrigeração líquida, capaz de entregar 15,1 cv a 8.000 rpm e 1,4 kgfm de torque. A transmissão é automática do tipo CVT.
O grande diferencial tecnológico é o VVA (sigla em inglês para atuador variável de válvulas). Exclusivo da Yamaha, o sistema altera o tempo de abertura das válvulas acima dos 6.000 giros, garantindo economia em baixas rotações e um fôlego extra para manter a velocidade em rodovias. O painel avisa quando o sistema entra em ação.
Para garantir a estabilidade, o Aerox vem equipado com rodas de liga leve de 14 polegadas e pneus largos —com destaque para o 140/70 traseiro—, que favorecem a aderência nas curvas.
A suspensão utiliza um garfo telescópico de 100 mm de curso na dianteira, enquanto a traseira conta com amortecedores projetados especificamente para absorver as irregularidades do asfalto brasileiro.
Apesar de o tanque de 5,5 litros (1,1 litro de reserva) exigir paradas mais frequentes para abastecimento, o Aerox compensa com seu peso total de 127 kg, o mais baixo de sua categoria. No teste, o consumo ficou em 42,9 km/l no computador de bordo.
O modelo vem também com a tecnologia Smart Key (chave presencial) e o sistema Start/Stop, que desliga o motor em paradas curtas para economizar combustível, podendo ser facilmente desativado no punho.
No quesito utilitário, o compartimento sob o banco oferece 25 litros de capacidade, espaço suficiente para um capacete fechado, enquanto o porta-objetos instalado à frente do piloto inclui uma tomada USB-C.
Ao ser pareado a um smartphone, o sistema Y-Connect monitora performance, programa próximas manutenções, compara o modo de pilotagem mais eficiente e identifica o local onde o Aerox foi estacionado, além de permitir o compartilhamento de informações nas redes sociais.
O painel digital de LCD tem relógio e indica consumo médio e instantâneo, temperatura do motor e voltagem da bateria, entre outros recursos. A iluminação é feita por LEDs e, na dianteira, conta com luzes diurnas.
Lançado originalmente em 1997 na Europa como uma motoneta de 50 cc e motor de dois tempos, o Aerox tornou-se referência de agilidade urbana.
O “Aero” do nome remete à aerodinâmica, enquanto o “X” representa o conceito “extreme”, que remete à esportividade. Em alguns mercados asiáticos, esse scooter também é conhecido como NVX, sigla para Neo Victory X.
Disponível nas cores racing blue (azul metálico), moon silver (prata fosco) e midnight black (preto metálico), o modelo da Yamaha tem quatro anos de garantia e revisões com preços pré-fixados.
Autor: Folha








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