A pista de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (PR) precisou ser interditada em diferentes momentos nos últimos dias para a realização de reparos emergenciais no pavimento, após a identificação de buracos e pontos de degradação que poderiam comprometer a segurança das operações aéreas.
Receba as principais notícias do Paraná pelo WhatsApp
O primeiro fechamento ocorreu na quarta-feira (4), quando equipes de manutenção identificaram dois pontos de desagregação na pista. A interdição durou cerca de duas horas e foi realizada de forma imediata como medida preventiva. Durante o período, nove voos foram impactados. Três pousos e duas decolagens registraram atrasos, além do cancelamento de um voo da Latam com destino ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A pista foi liberada às 19h04, após a conclusão dos trabalhos.
Já no sábado (7), novas intervenções foram necessárias após a identificação de buracos tanto no pavimento mais antigo quanto em trechos da extensão da pista. Foram realizadas duas paralisações ao longo do dia, entre 10h30 e 11h42 e das 15h55 às 17h52. Como consequência, seis voos foram cancelados, um precisou ser alternado para o Aeroporto de Guarulhos e outros sete sofreram atrasos.
Uma terceira paralisação ocorreu na madrugada de domingo (8), mas foi executada dentro da chamada janela operacional — período em que não há voos programados — evitando impactos na malha aérea.
Segundo a Motiva, concessionária que administra o aeroporto, a qualidade do pavimento é monitorada diariamente, já que falhas estruturais, como buracos, representam risco durante as manobras de pouso e decolagem. A concessionária informou que parte das manutenções é programada para ocorrer durante as janelas operacionais, mas alguns reparos exigem intervenção emergencial, o que pode resultar no fechamento temporário da pista fora dos horários previstos.
O aeroporto de Foz do Iguaçu costuma operar com três principais janelas diárias de voos, que podem variar conforme a malha aérea e a sazonalidade. Em geral, as operações se concentram entre 6h15 e 8h40, das 20h40 às 23h e entre 1h e 4h20 da madrugada.
VEJA TAMBÉM:
-

Prestes a vender aeroportos, Motiva segura obra da terceira pista do Afonso Pena
Intervenções periódicas são necessárias para garantir a segurança dos voos
O caso do terminal de Foz do Iguaçu chama a atenção por terem sido registrados dois episódios num curto espaço de tempo, mas interdições temporárias para manutenção são consideradas procedimentos comuns na rotina aeroportuária. Devido ao intenso tráfego de aeronaves pesadas, às variações de temperatura e ao impacto das frenagens, o pavimento das pistas sofre desgaste constante, podendo apresentar buracos, trincas e descolamentos que exigem intervenções periódicas para garantir a segurança dos voos.
As ações de manutenção podem variar desde reparos pontuais, como tapa-buracos e remoção de borracha deixada pelos pneus — que reduz o atrito com o solo — até fresagem para correção de desníveis e recapeamento completo da pista. Normalmente, intervenções estruturais mais amplas são planejadas para intervalos que podem variar entre oito e 15 anos, enquanto manutenções preventivas e corretivas ocorrem com maior frequência.
Para minimizar impactos nas operações, grande parte dessas obras costuma ser realizada durante a madrugada ou em janelas específicas com menor movimento de aeronaves. No entanto, em situações consideradas críticas, como já ocorreu em aeroportos como Navegantes, em 2023, e agora em Foz do Iguaçu, o desprendimento do asfalto pode exigir fechamento imediato para evitar danos às aeronaves causados por objetos soltos na pista, conhecidos como FOD (foreign object debris).
Apesar dos transtornos aos passageiros, especialistas ressaltam que as paralisações são essenciais para evitar acidentes, reduzir riscos de aquaplanagem em pistas molhadas e garantir a aderência necessária para pousos e decolagens.
Autor: Gazeta do Povo



















