
A Polícia Federal e a CPMI do INSS apuram se o lobista Antônio Carlos Antunes, conhecido como Careca do INSS, usou recursos desviados da Previdência para pagar uma viagem de luxo a Portugal para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em novembro de 2024, visando negócios com cannabis medicinal.
Qual é a relação entre Lulinha e o lobista conhecido como Careca do INSS?
Fábio Luís Lula da Silva admitiu ter viajado para a região de Aveiro, em Portugal, em classe executiva e com hospedagem paga por Antônio Carlos Camilo Antunes. O objetivo da viagem seria conhecer técnicas de produção de cannabis medicinal. Embora Lulinha não seja formalmente investigado, seu nome aparece em depoimentos e registros de viagens no inquérito que apura fraudes bilionárias contra aposentados do INSS, esquema no qual Antunes é apontado como operador central.
Existem provas de que Lulinha participou de fraudes no INSS?
Até o momento, os investigadores da Polícia Federal ressaltam que não há comprovação de participação direta de Lulinha nos desvios. As menções ao seu nome surgem por meio de terceiros e conexões indiretas. A suspeita principal é que o filho do presidente possa ter atuado como sócio oculto de Antunes em empreendimentos privados, mas a defesa nega qualquer sociedade, prestação de serviços ou recebimento de valores ilícitos por parte do empresário.
O que a CPMI do INSS descobriu sobre supostas ‘mesadas’?
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito quer esclarecer uma menção encontrada nas investigações sobre um pagamento mensal de R$ 300 mil destinado ao ‘filho do rapaz’. Parlamentares suspeitam que o termo seja um codinome para Lulinha. A quebra dos sigilos bancário e fiscal, já autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, deve permitir que o colegiado verifique a origem e o destino desses recursos para confirmar ou descartar a existência de repasses regulares.
Qual era o negócio planejado em Portugal envolvendo cannabis?
Documentos apreendidos indicam que o Careca do INSS assinou um contrato de 2,5 milhões de euros (mais de R$ 15 milhões) para adquirir um galpão destinado à produção de cannabis medicinal. Ele chegou a pagar 100 mil euros como sinal. O projeto coincidia com o local visitado por Lulinha. O empreendimento não avançou porque o lobista foi preso em abril de 2025 durante a Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Como o governo e a defesa reagiram às investigações?
O presidente Lula declarou publicamente que conversou com o filho e que este deve arcar com as consequências caso haja irregularidades, ou se defender caso seja inocente. No Congresso, governistas tentam anular a sessão que aprovou a quebra de sigilos, alegando motivação política. A defesa de Lulinha reafirma que ele nunca atuou no INSS e que prestará todos os esclarecimentos necessários ao Supremo Tribunal Federal, foro que considera adequado para o caso.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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