A Polícia Federal busca autorização do ministro André Mendonça para unir as investigações do Banco Master e das fraudes bilionárias no INSS. A suspeita é que recursos desviados de aposentados tenham sido geridos pela instituição financeira, ampliando o alcance do esquema de corrupção.
Qual é o principal objetivo da Polícia Federal ao cruzar essas informações?
A PF quer verificar se o Banco Master foi utilizado para lavar ou gerir dinheiro desviado do INSS através de fundos de investimento. Existem indícios de que o esquema de descontos indevidos em folhas de pagamento de aposentados possa ter conexões diretas com a estrutura financeira da instituição, que já está sob investigação na CPI do Crime Organizado.
Como funcionava o esquema de fraudes no INSS mencionado na investigação?
O escândalo envolve associações que realizavam descontos de mensalidades sem autorização diretamente nos benefícios de mais de um milhão de aposentados e pensionistas. A suspeita é de que esse montante bilionário tenha circulado por empresas de fachada até chegar a fundos que contavam com a participação ou gestão de figuras ligadas ao Banco Master.
Quem é o responsável por decidir sobre esse compartilhamento de dados no STF?
A decisão está nas mãos do ministro André Mendonça. Recentemente, ele assumiu a relatoria do caso após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito por causa de suas ligações pessoais com Daniel Vorcaro, dono do Master. Mendonça agora analisa os dados sigilosos enviados pela PF que podem ligar os dois núcleos criminosos.
O que a CPI do Crime Organizado aprovou recentemente sobre o caso?
O colegiado avançou na investigação aprovando a convocação de parentes de Dias Toffoli e do empresário Daniel Vorcaro. Além disso, foram feitos convites para que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa prestem esclarecimentos, uma vez que novos depoimentos sugerem que o banco tentou influenciar decisões judiciais para proteger seus interesses financeiros.
Quais são os próximos passos da investigação?
Caso Mendonça autorize o cruzamento de dados, a PF poderá realizar novas quebras de sigilo bancário e fiscal para rastrear o caminho exato do dinheiro. No Congresso, a pressão aumenta para que a cúpula do Senado pare de barrar a instalação oficial da CPI, permitindo que as oitivas comecem a desvendar o papel das autoridades nos episódios de corrupção.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo




















