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IPCA-15: IBGE divulga prévia da inflação de fevereiro – 27/02/2026 – Economia

Pressionada por reajustes de mensalidades escolares, a inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) acelerou a 0,84% em fevereiro, conforme dados divulgados nesta sexta (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado veio após taxa de 0,20% em janeiro e surpreendeu o mercado financeiro ao ficar bem acima das projeções. Na mediana, as previsões para fevereiro estavam em 0,57%, segundo pesquisa da agência Bloomberg.O intervalo das estimativas ia de 0,45% a 0,65%.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 desacelerou a 4,1%, após marcar 4,5% até janeiro. A perda de força está associada, em parte, ao que os economistas costumam chamar de troca de taxas.

Em fevereiro do ano passado, o índice havia subido mais (1,23%), e agora essa variação deixa o cálculo do acumulado de 12 meses.

Por ser divulgado antes, o IPCA-15 sinaliza uma tendência para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O IPCA é a medida oficial de preços no Brasil, servindo de referência para a meta de inflação.

Uma das diferenças entre os dois índices é o período de coleta dos dados. A apuração do IPCA-15 abrange a segunda metade do mês anterior e a primeira do mês de referência. No caso do resultado de fevereiro, a coleta foi realizada de 15 de janeiro a 12 de fevereiro.

Já o levantamento do IPCA ocorre ao longo do mês de referência. Por isso, o índice de fevereiro ainda não está fechado. Será divulgado pelo IBGE em 12 de março.

O BC (Banco Central) persegue a meta contínua de inflação cujo centro é de 3% para o IPCA no acumulado de 12 meses. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que significa teto de 4,5% e piso de 1,5%.

Com os sinais de trégua da inflação nos últimos meses, analistas esperam que o BC comece a cortar a taxa básica de juros (Selic) em março. A Selic está em 15% ao ano, patamar que busca conter o ritmo de aumento dos preços.

Os juros altos encarecem o crédito e, assim, dificultam parte do consumo e dos investimentos produtivos. A demanda menor por bens e serviços tende a reduzir a pressão sobre os preços ao longo dos meses.

O efeito colateral esperado é a desaceleração da atividade econômica, que já deu sinais no PIB (Produto Interno Bruto).

A mediana das projeções do mercado financeiro para o IPCA acumulado nos 12 meses de 2026 recuou a 3,91%, conforme o boletim Focus, divulgado pelo BC na segunda (23). A estimativa está abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação.

Autor: Folha

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