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Irã coloca mensagem de agradecimento a Sánchez em míssil

A agência de notícias iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, e a agência local Mehr divulgaram na noite de domingo (22) uma imagem de um adesivo com a foto do presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, junto de uma mensagem de agradecimento afixada em um suposto míssil que seria direcionado para Israel.

O adesivo diz em inglês: “É claro que esta guerra não é apenas ilegal, mas também desumana. Obrigado, primeiro-ministro”.

A frase sobre a guerra “ilegal” foi proferida por Sánchez em discurso este mês. Devido à recusa do premiê espanhol em permitir que os EUA utilizassem as bases de Morón e Rota para a guerra contra o Irã, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou cortar o comércio com o país europeu.

A imagem, compartilhada nas contas do Telegram das duas agências iranianas ontem, foi acompanhada da mensagem: “Inscrições em mísseis que em breve serão disparados contra os territórios ocupados”.

A Mehr também mostrou um vídeo que retrata o momento em que o adesivo foi afixado no suposto míssil.

As agências, sem fornecer mais detalhes, publicaram uma segunda imagem com uma mensagem de agradecimento aos participantes de um protesto em Londres que se mobilizaram contra o que descreveram como “crimes de guerra” no Irã.

“Obrigado a todos que expressaram sua solidariedade em Londres em relação aos crimes de guerra de Trump no Irã”, diz o segundo adesivo.

Em post no X, o Ministério das Relações Exteriores de Israel cobrou Sánchez pela imagem com o adesivo.

“O regime dos aiatolás do Irã está lhe agradecendo ao estampar suas palavras nos mísseis que dispara contra civis em Israel e no mundo árabe. Como se sente sabendo que seu rosto e suas palavras estão nesses mísseis? Lembre-se de que a Europa – incluindo a Espanha – está ao alcance desses mísseis”, escreveu a pasta. O premiê ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), é um dos líderes ocidentais mais críticos de Israel.

Antes das suas críticas à ação dos EUA e de Israel contra o Irã, ele chamou de “genocídio” a ofensiva israelense contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza (conflito atualmente em cessar-fogo), reconheceu o Estado palestino e ingressou no processo que a África do Sul apresentou contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), entre outras medidas.

Autor: Gazeta do Povo

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