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Jogos-testes, amistosos podem ser potentes influenciadores – 02/04/2026 – O Mundo É uma Bola

Não dou muita importância aos resultados de amistosos. Considero-os testes para os treinadores escalarem jogadores diferentes e os observarem. Ganhar, empatar, perder? Não é substancial, não é partida de campeonato.

Porém o 3 a 1 do Brasil sobre a Croácia, último jogo antes da convocação da seleção pentacampeã para a Copa do Mundo, convenceu-me de que em determinados momentos um amistoso tem relevância e, mais que isso, poder.

Poder de modificar rapidamente um cenário dado como certo. Poder de determinar de forma assertiva atletas, antes meras possibilidades, para a lista dos que precisam ser chamados para o Mundial que começa em junho.

Depois da derrota por 2 a 1 para a França, dias antes, o pessimismo imperou nas avaliações acerca da seleção comandada por Carlo Ancelotti.

Pudera: mesmo com um jogador a mais desde o começo do segundo tempo, o Brasil tomou mais um gol e só diminuiu, com tremenda dificuldade, com um zagueiro (Bremer) que se aventurou ao ataque. Preocupante.

Bastou, entretanto, o triunfo diante do algoz nas quartas de final da Copa de 2022 para que tudo se transformasse e o otimismo renascesse, para que a confiança em níveis mínimos subisse desenfreadamente. O viralatismo virou pachequismo.

Eu mantenho cautela em relação à seleção. O time melhorou em comparação ao que apresentou diante da França? Sim, mas nada muito auspicioso.

Duas das chances criadas no primeiro tempo (contei cinco, incluindo a do gol de Danilo Santos, cuja ótima atuação lhe assegura ida à Copa) originaram-se de falhas –surpreendentes– do craque e capitão Modric, 40.

No segundo tempo, mesmo parecendo ter o jogo sob controle, o Brasil não conseguia ser perigoso e ampliar. Resultado: em um contra-ataque, contando com falha conjunta de Marquinhos, Danilo e (principalmente) do goleiro Bento, a Croácia empatou aos 39 minutos.

Mas e daí? Houve a reação, com dois gols e uma vitória convincente, certo? Não. O 2 a 1 saiu de um pênalti em Endrick, para mim inexistente (o comentarista Eric Faria, do SporTV, pensou igual). Ao levar esse gol, a Croácia lançou-se à frente, e o 3 a 1 veio em um contra-ataque bem executado.

O primeiro gol também saiu de um contra-ataque (Matheus Cunha para Vini Jr., Vini Jr. para Danilo Santos), após córner croata malsucedido. O Brasil é forte ao contra-atacar e sofre quando precisa propor, criar, trabalhar jogadas. Criatividade e ousadia em falta.

Com uma exceção: Luiz Henrique. O ex-botafoguense, “esquecido” na Rússia e lembrado por Ancelotti, honrou a tradição do futebol brasuca ao, pela ponta direita, partir para cima de franceses e croatas. Diante de defesas fechadas, são necessários dribles e irreverência.

Ele tornou-se consenso, querido de mídia e torcida. Não pode faltar na Copa e, seguindo nessa toada, tem que jogar o máximo possível.

Os substitutos Endrick, pênalti sofrido e assistência para o terceiro gol, Igor Thiago, com frieza ao converter a penalidade máxima, e Gabriel Martinelli, certeiro ao finalizar de canhota (mesmo sendo destro) o contra-ataque derradeiro, em cinco minutos viraram, se não imprescindíveis, nomes categóricos para o Mundial.

Às vezes, um amistoso tem, sim, poder. Inclusive o de “desidolatrar” Neymar. Malemá, ganha-se sem ele.


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Autor: Folha

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