domingo, dezembro 28, 2025

Juros sobem o dobro para famílias do que empresas, diz BC – 26/12/2025 – Economia

As concessões de empréstimos no Brasil recuaram 6,6% em novembro na comparação com o mês anterior, informou o BC (Banco Central) nesta sexta-feira (26).

Na concessão de crédito livre às famílias, sem considerar linhas subsidiadas ou reguladas pelo governo como o financiamento imobiliário, a taxa média de juros alcançou 59,4% ao ano, com elevações de 0,9 ponto percentual no mês e de 6,2 pontos percentuais em 12 meses. Em novembro, as maiores altas foram em crédito não consignado (5,5 pontos), cartão de crédito rotativo (0,7 ponto) e cartão de crédito parcelado (3,2.).

A alta nos juros para famílias foi mais de duas vezes maior do que para as empresas nos últimos 12 meses, quando houve um acúmulo de 2,8 pontos percentuais para os negócios. Em relação a outubro, a taxa para companhias caiu 0,6 ponto., puxada para baixo por desconto de duplicatas e outros recebíveis e pelo capital de giro com prazo superior a um ano.

Em outubro, o mês para o qual há informação mais recente do BC, o endividamento das famílias continuou em torno de 49%, com uma oscilação de 0,2 p.p. para cima no mês até 49,3%. Nos últimos 12 meses, houve uma alta de 1,2 ponto na inadimplência. O comprometimento de renda aumentou 0,6 ponto no mês e 2,2 em 12 meses, alcançando 29,4%.

A inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5% em novembro, ante 5,1% no mês anterior. Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 46,7%, um aumento de 0,6 ponto em relação ao mês anterior.

No mês, as concessões de crédito livre caíram 5,6 pontos e as de crédito direcionado recuaram 14,3. Nos dados ajustados sazonalmente, as concessões totais caíram 1,4 ponto percentual, com quedas maiores para empresas (-2,2 ponto) do que para famílias (-0,6). Já em 12 meses, houve crescimento de 8,9 ponto no total de concessões.

Apesar da queda nas concessões, o estoque total de crédito aumentou no mês, chegando a R$ 7 trilhões.

Em 12 meses, o estoque de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) permaneceu em trajetória de desaceleração, com incremento de 9,5 ponto ante 10,2 nos 12 meses até outubro deste ano. Também ocorreu desaceleração no crédito às empresas.

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