Trabalho
“Brasileiro trabalha menos que a média mundial; veja rankings” (Economia, 21/2). Matéria pertinente, baseada em fatos e números. A redução da jornada é uma discussão importante, mas pouco se vê em esforços para diminuir o tempo de deslocamento nas grandes cidades, um custo social e econômico enorme, mas que não tem apelo populista.
Mauricio Viveiros (Rio de Janeiro, RJ)
As horas de deslocamento casa-trabalho-casa devem ser incluídas nesses cálculos. Isso mitigaria as óbvias diferenças de infraestrutura entre os países.
Ana Rhoda (Curitiba, PR)
Os trabalhadores brasileiros estão entendendo que muito trabalho só vai trazer adoecimentos e mínima diferença material. Isso é sabedoria para administrar a vida.
João Garcia (Atibaia, SP)
Com o avanço da automação e, agora, da Inteligência Artificial, o objetivo da humanidade deveria ser justamente este: trabalhar menos e viver mais. Neste aspecto, já estamos culturalmente à frente, e isso é bom.
Thiago Ferreira (Araraquara, SP)
STF
“Como STF virou mais supremo que tribunal e foi do aplauso a alvo de desconfiança” (Ilustríssima, 21/2). O Supremo está em queda livre com o caso Master, o descrédito é total.
Leonardo Oliveira (Manaus, AM)
Há erros, sim. Mas há uma campanha de descrédito contra os tribunais superiores pelo mundo onde políticos sonham em se tornar ditadores. Não caiam nessa.
Rubens Ventura (Londrina, PR)
Chile
“Gestão de Boric chega ao fim no Chile com muitos obstáculos, mas com algumas vitórias” (Sylvia Colombo, 21/2). O Chile, tanto geologicamente como politicamente, tem seus terremotos eventuais. Mas ainda assim é, juntamente com o Uruguai, um modelo de convivência democrática entre opositores na América.
José Cardoso (Rio de Janeiro, RJ)
Folha, 105 anos
Parabéns à Folha de S.Paulo pelos seus 105 anos! Em um momento em que este jornal celebra mais um aniversário, vale ressaltar a importância do jornalismo profissional para a defesa da democracia. Desejo que a Folha possa continuar a cumprir sua função de informar e estimular o debate sobre temas fundamentais à nossa sociedade. A defesa da educação e ciência no Brasil é um deles. Vida longa à Folha e a todos os jornais!
Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciências (São Paulo, SP)
Misoginia no esporte
“Declarações misóginas de zagueiro contra árbitra marcam eliminação do Bragantino” (Esporte, 21/2). O indivíduo só existe porque foi gerado e cuidado por uma mulher, e suas declarações revelam o nível negativo de nossa sociedade. Com relação à jovem árbitra, revelou ótimo preparo físico e mental, o que resultou em excelentes decisões durante a partida. Parabéns para ela, sua família e todos que ajudaram na sua formação.
Osmar Sílvio Garcia Oliveira
(Santos, SP)
Cinema
“‘O Agente Secreto’ é longo e pouco estimulante, diz crítico no jornal El País” (Ilustrada, 21/2). O pior é que os argumentos dele são plausíveis. Sempre devemos levar em consideração todas as observações, sobretudo as de fora.
Tiago Sozo Marcon (Caxias do Sul, RS)
Um crítico exercendo o seu ofício com todo o direito a fazê-lo.
Lucílio Bernardes Júnior (Salvador, BA)
Memória
“Máquina de escrever renasce com modelos de até R$ 15 mil” (Economia, 21/2). É tão memória afetiva que tenho uma tatuagem de uma Olivetti no braço.
Priscila Souza (São José dos Campos, SP)
Tenho uma antiga que pertencia ao meu avô. Hoje, serve de enfeite afetivo no meu escritório.
Alberto Kiess (Rio de Janeiro, RJ)
Crise do clima
“Atraso também governa o Brasil na crise do clima” (Marcelo Leite, 22/2). Não se avança sem fazer o dever de casa, no caso, planejamento.
Carla Oliveira (São Paulo, SP)
Autoanálise
“Livro explica como seres humanos se tornam mestres do autoengano” (Reinaldo José lopes, 21/2). Todo mundo diz para o outro duvidar de suas próprias convicções, mas raramente vemos uma autoanálise sincera. No fim, está todo mundo fingindo que é o único que não tem dissonância cognitiva.
Devanil Júnior (Porto Velho, RO)
Inteligência artificial
“IA na saúde vai bem na teoria, mas falha com pacientes reais, mostra estudo” (Saúde, 22/2). A matéria mostra que a realidade é muito diferente do que tentam provar. A inteligência artificial não é a solução para todos os problemas, mas as empresas gigantes de tecnologia, onde o que interessa é o lucro, procuram passar outra imagem.
Humberto Giovine (Erechim, RS)
Autor: Folha








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