
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou nesta quarta-feira (25) que o regime do Irã está negociando para encerrar a guerra que trava contra os americanos e Israel desde o final de fevereiro, mas suas lideranças não o admitem porque têm receio de demonstrarem fragilidade e serem mortas pelo povo iraniano.
O mandatário americano fez a declaração em discurso no jantar anual de arrecadação de fundos do Comitê Nacional do Partido Republicano no Congresso (NRCC, na sigla em inglês), realizado em Washington.
“Ninguém viu nada parecido com o que estamos fazendo no Oriente Médio com o Irã. Eles [líderes iranianos] estão negociando, aliás. Eles querem muito fechar um acordo, mas têm medo de dizer isso porque acham que serão mortos pelo próprio povo. Eles também têm medo de serem mortos por nós”, disse Trump.
O republicano reiterou um argumento que já havia apresentado anteriormente: que outros presidentes americanos deveriam ter sido mais rígidos com o Irã desde a Revolução Islâmica, em 1979.
“Quando eu fiz algo que, por 47 anos, deveria ter sido feito por qualquer um dos outros presidentes, [foi porque] não tínhamos escolha”, afirmou.
“No curto prazo, o que tínhamos que fazer era nos livrar do câncer. Tínhamos que extirpar o câncer. O câncer era o Irã com uma arma nuclear. Nós o extirpamos. Agora vamos acabar com ele”, disse Trump.
Em publicação na rede Truth Social nesta quinta-feira (26), o presidente americano voltou a falar do assunto.
“Os negociadores iranianos são muito diferentes e ‘estranhos’. Eles estão ‘implorando’ para que façamos um acordo, o que deveriam estar fazendo, já que foram militarmente aniquilados, sem nenhuma chance de recuperação, e ainda assim declaram publicamente que estão apenas ‘analisando nossa proposta’. ERRADO!!! É melhor que levem isso a sério logo, antes que seja tarde demais, porque quando isso acontecer, NÃO HAVERÁ VOLTA, e não será nada bonito!”, escreveu o republicano.
Na quarta-feira, a emissora estatal iraniana em inglês, Press TV, noticiou que o regime do Irã rejeitou a proposta de 15 pontos para um cessar-fogo apresentada por Trump e enviou uma contraproposta, que incluiria suspensão dos “assassinatos” de integrantes do regime; medidas para garantir que nenhuma outra guerra seja travada contra o país; “reparações” pelo conflito; o fim das hostilidades; e o “exercício da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz”.
Apesar disso, Teerã nega que esteja negociando diretamente com os EUA. Ontem, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que os EUA enviaram diversas mensagens nos últimos dias por meio de outros países, mas que não estão ocorrendo negociações.
“O fato de estarem falando em negociação agora é exatamente uma admissão de derrota”, disse Araghchi, em entrevista à emissora estatal Irib.
“O fato de mensagens estarem sendo enviadas e nós respondermos com advertências ou declararmos nossas posições não se chama negociação ou diálogo: é uma troca de mensagens”, alegou o chanceler iraniano.
Autor: Gazeta do Povo








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