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Locais sagrados em Jerusalém reabrem após 40 dias fechados devido à guerra


Locais sagrados em Jerusalém reabriram nesta quinta-feira (9) após 40 dias fechados devido às restrições de guerra impostas por Israel.
O Muro das Lamentações, a Igreja do Santo Sepulcro e a Mesquita de Al-Aqsa voltaram a receber fiéis e turistas, um dia após o começo do cessar-fogo de duas semanas acertado em um acordo entre o governo Trump e o regime iraniano.
“Estou muito feliz por estar de volta ao Muro das Lamentações depois de 40 dias, por tocar as pedras sagradas e por estar aqui”, comemorou uma jovem de 18 anos à agência de notícias Reuters.
Fiéis judeus oram no Muro das Lamentações, o local de oração mais sagrado do judaísmo, após sua abertura ao público
REUTERS/Ronen Zvulun
Israel ordenou o fechamento de todos os locais sagrados da cidade no dia 28 de fevereiro, primeiro dia de ataques da operação conjunta do país e dos Estados Unidos contra o Irã, como parte de suas medidas de segurança, o que provocou protestos dos fiéis das três religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
Apesar de fechada para visitação, durante a Semana Santa, a Igreja do Santo Sepulcro teve a tradicional missa de Páscoa celebrada sem a presença de fiéis pelo cardeal Pierbattista Pizzaballa.
No domingo anterior, o cardeal, que é o Patriarca Latino de Jerusalém, foi impedido pela polícia israelense de celebrar a missa de Ramos e condenou a decisão em um comunicado à imprensa: “pela Primeira vez em séculos”.
Nesta quinta, o Patriarca Ortodoxo Grego de Jerusalém , Teófilo III, liderou a cerimônia do Lava-pés durante a Semana Santa da Páscoa Ortodoxa na igreja.
“É um sentimento indescritível, porque nosso jejum não pode ser completo sem a Igreja do Santo Sepulcro. É o lugar para onde vamos quando estamos espiritualmente exaustos, quando queremos que Cristo esteja conosco em nossos dias. Sem a Igreja do Santo Sepulcro, não podemos vivenciar o jejum plenamente. O fechamento da igreja foi triste para nós, partiu nossos corações e nos afastou do lugar que consideramos o mais sagrado”, afirmou um fiel.
Fiéis se reúnem na Igreja do Santo Sepulcro após sua reabertura ao público
REUTERS/Ronen Zvulun
Fiéis muçulmanos no complexo de Al-Aqsa, também conhecido pelos judeus como Monte do Templo, em Jerusalém
REUTERS/Sinan Abu Mayzer

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