O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o aval dado pelo Conselho da União Europeia à assinatura do acordo entre a UE e o Mercosul e disse, nesta sexta-feira (9), que o tratado “é uma sinalização em favor do comércio internacional”.
“Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões”, disse Lula na rede social X.
Nesta sexta, representantes dos Estados-membros da UE deram sinal verde para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assinar o tratado. A expectativa é que a cerimônia seja marcada para o dia 17 de janeiro, em Assunção (Paraguai).
Lula destacou que o cenário atual é de crescente protecionismo e unilateralismo. “[…] o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos”, disse.
“O texto amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados. Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos.”
O tratato quase foi assinado no final de dezembro, durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR). Mas o ato acabou adiado por causa de uma resistência de última hora da Itália, que daria à França o apoio necessário para bloquear a votação nas instãncias europeias.
O acordo, que começou a ser negociado em 1999, tem o potencial de criar um mercado comum de 722 milhões de pessoas, com economias que juntas somam US$ 22 trilhões, segundo o governo brasileiro. Petróleo e derivados são os produtos mais exportados pelo Mercosul à União Europeia, que por sua vez vende principalmente produtos medicinais e farmacêuticos a Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.




