
Durante a comemoração de 46 anos do PT, em Salvador (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que a eleição deste ano será uma “guerra”. O petista pede, sobretudo, pelo combate às fake news, alegando que as redes sociais “têm mais mal do que bem”. Segundo o presidente, o PT deve estar preparado para uma guerra, já que o conteúdo das redes sociais são “desaforados” e o partido não deve permanecer “quietinho”. Por isso, o petista afirma que o “Lulinha da paz e amor acabou”, evidenciando a necessidade de “escrachar cada mentira contada”.
Além disso, Lula defendeu a construção de uma narrativa política para o PT vencer as eleições. No entanto, ele destacou que, para além das eleições, é a democracia do país que está em jogo.
“Se depender do que nós fizemos comparado a eles, nós já ganhamos essas eleições, mas não é isso que vai decidir. Não se iluda. O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política”, finalizou.
Lula diz que libertar o Bolsonaro seria “desmoralizar” o STF
O presidente Lula comparou Jair Bolsonaro a um “cachorro louco” ao dizer que a libertação do ex-presidente, condenado pelo STF por suposto golpe de Estado, seria como desmoralizar a Corte.
“Se você tiver um cachorro louco preso e soltar, ele vai ficar mais manso? Ele vai morder alguém. Esse cidadão [Bolsonaro] tentou destruir a democracia brasileira. Esse cidadão, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de cadeia, tinha um plano para matar o Lula, o [Geraldo] Alckmin e o Alexandre de Moraes”, disse Lula.
Com efeito, Lula criticou o projeto de lei da Dosimetria, capaz de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro com a redução de sua pena. Durante a entrevista, o chefe do Executivo afirmou que “não dá para brincar de fazer julgamento. Se você liberta ele [Bolsonaro], você desmoraliza a seriedade da Suprema Corte que o condenou”.
Renan Filho defende aproximação do MDB com a chapa presidencial do PT
O ministro dos transportes, Renan Filho, defendeu uma aproximação entre o MDB com a chapa presidencial petista com foco na ampliação da frente. Dessa forma, Renan argumentou que a aliança pode aumentar a ocupação do centro e “isolar” o bolsonarismo, classificado por ele como “extrema direita”.
“O MDB é muito importante para ampliar, do ponto de vista administrativo e ideológico, a candidatura do presidente Lula. Precisa construir uma frente mais ampla do que o PT e do que o próprio presidente Lula, a fim de ocupar o máximo possível do centro político, isolando o bolsonarismo na extrema direita. A divisão da direita e a retirada da candidatura do Tarcísio ocorrem nessa direção”, afirmou.
No entanto, apesar do apontamento de Renan Filho, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) manifestou interesse em disputar sua reeleição ao governo de São Paulo. Além disso, o republicano deve apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. Já na esquerda, o PSB já declarou que tem a intenção de repetir a chapa de 2022, com Alckmin na vice-presidência.
Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta segunda-feira (09)
- MAIORIDADE PENAL: CONGRESSO DEBATE REDUÇÃO PARA 16 ANOS;
- PL VÊ “ORÇAMENTO PARALELO” NO GOVERNO LULA E ACIONA STF;
- PRESIDENTE LULA DIZ QUE PT “NÃO ESTÁ COM ESSA BOLA TODA”;
- LULA: 90% DOS EVANGÉLICOS GANHAM BENEFÍCIOS DO GOVERNO;
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Autor: Gazeta do Povo








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