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Lula prepara medidas para dívidas e diesel com vistas à eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu nesta segunda-feira (6), fora da agenda oficial, integrantes da equipe econômica para discutir medidas de alívio financeiro à população endividada e formas de reduzir o preço do diesel, em meio à pressão por popularidade às vésperas das eleições. A estratégia inclui retomada de programas de renegociação de dívidas e subsídios para combustíveis, com impacto direto no bolso do consumidor e reflexos na inflação.

Participaram do encontro o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, que assumiram recentemente após a saída dos titulares para disputar as eleições. Eles relataram a jornalistas que a reunião teve como foco central medidas com potencial de impacto rápido no consumo e na percepção econômica da população.

Entre as propostas está a retomada de um programa nos moldes do Desenrola Brasil, que permitiu a renegociação de dívidas com descontos para a população de baixa renda. A nova versão em estudo pretende ampliar o alcance e envolver mais instituições financeiras, buscando atingir um número maior de brasileiros endividados.

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O governo também avalia ampliar o crédito consignado, inclusive para trabalhadores do setor privado, como forma de facilitar o acesso a empréstimos com juros mais baixos. Além disso, discute-se a imposição de novos limites aos juros do rotativo do cartão de crédito, cuja taxa média chegou a cerca de 435% ao ano, um dos principais fatores de endividamento das famílias.

No campo dos combustíveis, uma medida provisória pode reduzir o preço do diesel em até R$ 1,20 por litro, por meio de uma subvenção à importação do produto. O custo estimado da operação é de aproximadamente R$ 3 bilhões por dois meses divididos entre União e estados — a expectativa é de que seja apresentada até o final da tarde.

A proposta pode incluir, ainda, a isenção de impostos federais como PIS e Cofins sobre o querosene de aviação, que sofreu reajuste de 18% na semana passada, como forma de conter repasses mais elevados ao consumidor. O objetivo é evitar novos impactos inflacionários, especialmente nos setores de transporte e alimentos, diretamente afetados pela alta do petróleo no mercado internacional.

As medidas fazem parte de um pacote mais amplo para estimular o consumo e reduzir pressões inflacionárias em um cenário econômico fortemente afetado pela guerra no Oriente Médio. O próprio ministro Dario Durigan tem defendido o reforço de instrumentos de alívio financeiro às famílias e ações para mitigar os efeitos do diesel sobre os preços.

O movimento ocorre em um momento de desgaste na popularidade do governo, em que a desaprovação de Lula supera a aprovação.

Além das medidas para aliviar o endividamento das famílias e conter a disparada dos combustíveis, o governo articula o envio de um projeto de lei com urgência ao Congresso para alterar a jornada de trabalho, reduzindo de 44 para 40 horas semanais e instituindo dois dias de descanso. A intenção é acelerar a tramitação e garantir a aprovação antes das eleições de outubro, quando Lula disputará a reeleição.

Autor: Gazeta do Povo

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