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Maior central sindical da Argentina convoca greve geral contra reforma trabalhista

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical da Argentina, convocou uma greve geral de 24 horas, sem manifestações, para a próxima quinta-feira, coincidindo com o debate na Câmara dos Deputados sobre o projeto de reforma trabalhista proposto pelo presidente do país, Javier Milei. Caso as negociações entre os blocos legislativos continuem e o debate fique para a próxima semana, a greve geral também mudará de data. Caso se concretize, essa será a quarta greve geral durante o governo Milei.

A ação foi decidida nesta segunda-feira em reunião virtual do Comitê Diretivo da central sindical, realizada após o governo anunciar a intenção de debater o projeto de lei nesta semana. Cristian Jerónimo, um dos secretários-gerais da CGT, afirmou no domingo, em entrevista à Radio 10, que “todas as condições estão reunidas para a convocação de uma greve geral”.

Milei busca uma votação na Câmara dos Deputados e a promulgação da lei antes de 1.º de março, data em que se inicia a sessão ordinária do Congresso e ele fará um discurso sobre o Estado da Nação. O debate sobre o projeto de lei está ocorrendo em sessões extraordinárias.

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O presidente publicou na rede social X uma foto de um encontro com a senadora Patricia Bullrich, do partido governista A Liberdade Avança (LLA), uma das principais figuras por trás da aprovação da reforma no Senado. “Trabalhando ao lado do presidente Javier Milei para concluir as sessões extraordinárias mais bem-sucedidas da história”, escreveu Bullrich no X, compartilhando as mesmas imagens do encontro.

A greve será apoiada pelos principais sindicatos do setor de transportes, que preveem uma paralisação quase total dos serviços por 24 horas. Entre as entidades que prometeram adesão estão a Unión Tranviarios Automotor (UTA), sindicato dos motoristas de ônibus, a Unión Ferroviaria, a La Fraternidad e os sindicatos reunidos na Confederación Argentina de Trabajadores del Transporte (Catt), que inclui caminhoneiros, pilotos, comissários de bordo e trabalhadores marítimos e fluviais.

A decisão de não realizar uma manifestação em apoio à greve foi tomada após o protesto da última semana, convocada pelo sindicato e que resultou em um confronto armado, no qual um grupo de manifestantes atacou as forças de segurança com coquetéis molotov e pedras, enquanto estas responderam com balas de borracha e gás lacrimogêneo em frente ao Congresso.

O governo argentino anunciou no domingo que fará alterações no sistema de licença médica incluído na reforma trabalhista, após críticas ao artigo que reduz os salários dos trabalhadores que se ausentam por motivo de doença.

Autor: Gazeta do Povo

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