
A líder opositora da Venezuela, María Corina Machado, se reuniu nesta quinta-feira (15) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A imprensa não teve acesso ao encontro, mas após a reunião, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 fez breves comentários a jornalistas na saída da Casa Branca, onde os dois políticos almoçaram.
“Saibam que contamos com o presidente Trump pela liberdade da Venezuela”, declarou. O presidente americano ainda não se pronunciou sobre o encontro, mas em entrevista coletiva no mesmo horário da reunião, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o republicano esperava “uma discussão boa e positiva com a senhora Machado”.
Após o encontro com Trump, María Corina se reuniu com senadores americanos no Capitólio, a sede do Legislativo dos Estados Unidos.
“Peço que reflitam sobre tudo o que passamos: 26 anos [de chavismo], 35 eleições, milhões de pessoas nas ruas. Algumas foram assassinadas. Adolescentes e crianças. Mulheres agredidas sexualmente simplesmente por defenderem seu voto. Dezessete tentativas de diálogo, todas fracassadas”, afirmou a líder opositora, segundo trechos da conversa divulgados por seu partido, Vente Venezuela.
“Quando a Venezuela for livre, milhões de venezuelanos retornarão por vontade própria. Há esperança para o futuro”, acrescentou.
Após o ditador Nicolás Maduro ter sido capturado em uma operação militar americana no último dia 3, Trump alegou que seria “muito difícil” para María Corina “ser a líder” da Venezuela, já que, segundo ele, a oposicionista “não tem o apoio nem o respeito [necessários] dentro do país”.
Ele tem negociado com a ditadora interina Delcy Rodríguez, chamada de “pessoa fantástica” pelo presidente americano na quarta-feira (14).
Autor: Gazeta do Povo





