O museu ferroviário sobre trilhos que está sendo desenvolvido pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) já tem seu primeiro item do acervo pronto.
Uma locomotiva a vapor (maria-fumaça) que pertenceu à Companhia Mogiana de Estradas de Ferro teve seu restauro estético concluído para ser exposta no museu, que contará com pelo menos 14 veículos históricos em exibição para o público.
O museu está sendo feito nos trilhos que no passado foram operados pela Mogiana e hoje abrigam uma rota de 25 quilômetros entre Campinas e Jaguariúna, com viagens aos finais de semana e feriados.
A locomotiva 302 recebeu uma nova pintura no final de dezembro, o último padrão das locomotivas a vapor da frota da Mogiana, segundo o diretor da associação Hélio Gazetta Filho.
Ela ficará exposta no futuro museu até que um dia eventualmente receba uma nova fornalha ou uma nova caldeira, se a associação tiver a intenção de fazer viagens ferroviárias com ela.
O objetivo é que o museu na estação Anhumas, em Campinas, esteja pronto neste ano, mas isso depende dos recursos obtidos pela ABPF, que tem como fontes de receita a renda gerada nos passeios (bilhetes, lanches e souvenirs), a anuidade dos associados e doações.
O restauro completo de uma locomotiva a vapor pode custar mais de R$ 3 milhões e levar vários anos para ser concluído, já que é comum a necessidade de os técnicos terem de reconstruir antigas peças, que há mais de meio século não existem no mercado.
No caso de restauros estéticos, como é o caso da locomotiva 302, o custo é significativamente inferior. Há cinco anos, o restauro de uma maria-fumaça custou à Prefeitura de Ribeirão Preto R$ 749 mil (R$ 932,85 mil, corrigidos pela inflação).
O museu em Anhumas —estação de embarque nos passeios de finais de semana até Jaguariúna— terá 8,2 m de largura e 120 m de comprimento e os visitantes deverão encontrar pelo menos sete locomotivas e sete vagões e carros de passageiros, mas o número pode subir, conforme as dimensões dos veículos expostos.
O acervo destinado ao futuro museu está hoje guardado na estação Carlos Gomes, também em Campinas, que abriga a oficina para restauração e manutenção das locomotivas e vagões.
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Autor: Folha








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