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Mascote das Olimpíadas de Inverno é um arminho. Um o quê? – 11/02/2026 – Esporte

Quando escolheram uma mascote para as Olimpíadas de 1984 em Los Angeles, optaram por uma águia. Estados Unidos, águia —fazia sentido. Da mesma forma, um dachshund para Munique em 1972, um urso para Moscou em 1980 e um panda para Pequim em 2022.

A mascote dos Jogos de Inverno de 2026 em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, é um arminho. Você pode ter visto atletas olímpicos segurando versões de pelúcia deles no pódio de medalhas.

O que é um arminho?

O arminho é um parente da doninha com dentes afiados. Sua pelagem muda drasticamente de marrom no verão para branco no inverno. (Essa pelagem branca é conhecida como ermina.) Encontrado em toda a Europa, Ásia e América do Norte, o arminho varia de 15 a 30 centímetros de comprimento.

O humilde arminho não costuma ser notícia, embora tenha ganhado certa notoriedade. Mas não na Itália —na Nova Zelândia. Acontece que os arminhos foram introduzidos lá no século 19 para controlar coelhos, mas agora o animal causa estragos em muitas outras espécies nativas, provocando esforços para mantê-lo sob controle.

Os leitores do New York Times têm muito mais probabilidade de encontrar o arminho em outros lugares, principalmente nas palavras cruzadas, onde é valorizado porque seu nome é curto e composto por letras comuns.

Por que um arminho?

Um grupo de estudantes italianos criou o primeiro design do arminho, que então venceu uma votação pública para escolher a mascote dos Jogos.

Esse arminho tem nome?

Tina, abreviação de Cortina. A mascote dos Jogos Paralímpicos, que acontecem em março, é um arminho companheiro chamado Milo, de Milão. Eles são irmãos. Você pode diferenciá-los pela cor (Tina é branca e Milo é marrom). E como representante das Paralimpíadas, Milo não tem uma pata e usa a cauda para ajudá-lo a andar.

“Tina é apaixonada por arte e música, e acredita no poder da beleza”, afirmam os organizadores dos Jogos. “A natureza é seu lar, e mesmo que agora ela viva na cidade, faz tudo o que pode para protegê-la e mantê-la intocada.”

Juntos, Tina e Milo “representam o espírito italiano contemporâneo, vibrante e dinâmico”. Ou assim dizem. Versões de pelúcia de Tina estão sendo distribuídas junto com as medalhas nos Jogos, mas não está claro se os atletas vão valorizá-la tanto quanto o ouro, a prata ou o bronze pelo qual trabalharam praticamente a vida toda.

Os organizadores também nomearam alguns mascotes de segundo escalão —seis flores de floco-de-neve, conhecidas coletivamente como “as Flo”, que supostamente são encrenqueiras. Mas de um jeito travesso e adorável, supõe-se.

Quando começou essa história de mascote olímpico?

Até onde sabemos, os Jogos da Grécia Antiga não tinham um sátiro ou Minotauro fantasiado fazendo piruetas pelo Estádio Panatenaico.

Mas as Olimpíadas de Los Angeles de 1932 tiveram Smoky, o cachorro —não um animador fantasiado, mas um cachorro preto de verdade. Outros mascotes foram Amik, o castor (Montreal, 1976), Hodori, o tigre siberiano (Seul, 1988) e Miraitowa, o robô (Tóquio, 2021).

O arminho deve ser a mascote olímpica mais estranha de todos os tempos.

Calma lá.

Nas últimas Olimpíadas, em Paris em 2024, a mascote era… um chapéu. Para ser específico, um barrete frígio, um chapéu vermelho macio associado à Revolução Francesa. A última vez que os Jogos foram na Itália, em Turim em 2006, as mascotes eram uma bola de neve chamada Neve e um cubo de gelo chamado Gliz.

Mas a mascote mais notória provavelmente continua sendo o muito odiado Izzy das Olimpíadas de Atlanta de 1996, um rosto azul com braços e pernas salientes e raios como sobrancelhas. Ele foi alvo de zombaria desde o dia em que foi anunciado. O comentarista esportivo Bob Costas o chamou de “um experimento genético que deu horrivelmente, terrivelmente errado”.

Em comparação, um arminho sorridente patinando e esquiando parece normal.

Autor: Folha

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