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Medicamento experimental da Merck reduz colesterol em 64% – 31/03/2026 – Equilíbrio e Saúde

A farmacêutica Merck desenvolveu uma pílula experimental, chamada enlicitide, que reduziu em mais de 64% os níveis de colesterol ruim (LDL) em pacientes que já tomavam estatinas, um resultado superior ao obtido com medicamentos orais mais antigos. É o que aponta um estudo apresentado na segunda-feira (31) na reunião do American College of Cardiology, em Nova Orleans, e publicado simultaneamente no periódico da entidade.

A queda foi significativamente maior do que as registradas nos tratamentos com Zetia ou Nexletol, ou com a combinação dos dois, afirmou a Merck em comunicado.

O ensaio de oito semanas é o terceiro a demonstrar a capacidade da enlicitide de baixar o colesterol em pacientes com histórico de doença cardíaca ou em alto risco de eventos cardiovasculares. A empresa diz que planeja solicitar aprovação regulatória ainda neste ano.

Analistas do banco RBC Capital Markets estimam que a aprovação pode ocorrer já no outono americano e que as vendas do medicamento podem chegar a US$ 5 bilhões (R$ 29,3 bilhões na cotação atual) até 2034.

A Merck aposta que a nova pílula terá mais adesão do que os medicamentos injetáveis com o mesmo mecanismo de ação (inibidores de PCSK9), que não atingiram as expectativas do mercado apesar de reduzirem o LDL entre 60% e 70%. Remédios como o Repatha, da Amgen, e o Praluent, da Sanofi e Regeneron, foram prejudicados pelo alto custo de fabricação e por serem administrados por injeção.

“A enlicitide tem real potencial de levar muito mais pessoas à sua meta de LDL”, disse Puja Banka, vice-presidente de desenvolvimento clínico global da Merck.

Por ser um comprimido de uso diário, o novo medicamento pode ser oferecido a preço menor do que o dos injetáveis. Ambos atuam inibindo a proteína PCSK9, que bloqueia receptores responsáveis pela remoção do colesterol ruim da corrente sanguínea.

Para pacientes de alto risco, a meta recomendada de LDL é abaixo de 55 mg/dL —nível difícil de atingir apenas com estatinas. “Qualquer coisa que consiga levar o LDL a 55 mg/dL nesses pacientes é muito necessária”, afirma Christopher Kramer, presidente do American College of Cardiology.

Ensaios de longo prazo para avaliar se a enlicitide previne complicações como infartos e mortes ainda estão em andamento.

Autor: Folha

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