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Meta fecha acordo com AMD para fornecimento de chips de IA e pode virar acionista da empresa – 24/02/2026 – Tec

A Meta fechou um acordo de chips de vários bilhões de dólares com a AMD que pode levar a dona do Facebook a adquirir uma participação de 10% no grupo, fazendo as ações da fabricante americana de chips dispararem nesta terça-feira (24).

A big tech disse que vai adquirir chips personalizados da AMD enquanto corre para desenvolver e implantar seus modelos de IA.

A fabricante de chips também emitiu para a Meta uma autorização baseada em desempenho, dando-lhe a opção de adquirir até 160 milhões de ações da AMD em parcelas a um preço de exercício de US$ 0,01, conforme a dona do Facebook realize compras seguidas de processadores.

O arranjo de ações por chips representa a mais recente transação “circular” no setor e espelha um acordo que a AMD fechou com a OpenAI em outubro de 2025, no qual a criadora do ChatGPT recebeu a oferta de uma participação de 10% no grupo de chips com o passar dos anos.

As ações da AMD, que tem um valor de mercado de US$ 320 bilhões (R$ 1,65 trilhão), dispararam 14% nas negociações de pré-mercado na terça-feira.

A transação também é o mais recente sinal de que os grandes clientes de tecnologia estão buscando diversificar o fornecimento para além da líder de mercado Nvidia, que na semana passada anunciou um acordo plurianual com a Meta para fornecer “milhões” de seus chips nos próximos anos.

A dona do WhatsApp, Facebook e Instagram receberá sua primeira parcela de ações da AMD no segundo semestre deste ano, quando o primeiro gigawatt de chips for entregue, afirmou a CEO da AMD, Lisa Su. Os termos da autorização também estão vinculados a certos limites de preço das ações, escalando até US$ 600 para a parcela final. A autorização expira em fevereiro de 2031.

“De certa forma, a Meta está fazendo uma grande aposta na AMD, e também estamos dando à Meta a chance de participar se os acionistas da AMD se saírem bem”, disse Su. “Do ponto de vista financeiro, cada gigawatt de computação vale dezenas de bilhões.”

Su afirmou que a estrutura do contrato ajudaria a “garantir que sempre tenhamos um lugar claro à mesa quando [a Meta] estiver pensando no que precisa em seguida”.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, declarou que espera que a AMD seja “uma parceira importante por muitos anos”.

A Meta informou que quase dobrará seus gastos com infraestrutura de IA este ano para até US$ 135 bilhões (R$ 697,57 bilhões), enquanto as big techs dos EUA correm para construir data centers para treinar e executar software de IA. Ela já é uma das maiores clientes de chips de IA da AMD.

“Não acreditamos que uma única solução de silício funcionará para todas as nossas cargas de trabalho”, comentou Santosh Janardhan, chefe de infraestrutura da Meta. “Há um lugar para a Nvidia, há um lugar para a AMD e… há um lugar para nosso próprio silício personalizado também. Precisamos dos três”, disse.

Pelo acordo, a AMD construirá uma versão personalizada de seus chips de IA MI450 para a Meta. Eles serão usados principalmente para cargas de trabalho de “inferência”, o processo de executar modelos depois que foram treinados.

Os chips precisam de 6 gigawatts de energia —equivalente à quantidade necessária para 5 milhões de residências dos EUA por um ano.

‘Arranjos de financiamento cada vez mais criativos para apoiar construções massivas de infraestrutura de IA surgiram nos últimos anos, levando a alertas sobre financiamento circular.

A AMD, por exemplo, ajudou a construtora de data centers Crusoe a garantir um empréstimo de US$ 300 milhões do Goldman Sachs ao oferecer uma garantia de uso de seus chips caso a Crusoe não consiga encontrar clientes após instalá-los em uma planta em Ohio.

Big techs como a Meta, historicamente com muito dinheiro em caixa, avaliam se recorrem aos mercados de títulos e ações ou se devem reduzir os retornos de capital aos acionistas para ajudar a financiar seus planos de infraestrutura sem precedentes. A controladora do Facebook e Instagram levantou US$ 30 bilhões em outubro do ano passado, marcando sua maior venda de títulos até hoje.

Autor: Folha

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