Metroviários começam nesta terça-feira (10) uma mobilização para uma possível greve no estado de São Paulo. A categoria vai usar camisetas da campanha que pede reajustes e a discussão de um plano de carreira.
No lugar do uniforme, os agentes usarão camisetas do sindicato. A próxima assembleia da categoria ocorre nesta quarta-feira (11), mas não foi anunciado se a aprovação de greve será votada. Procurado, o Metrô não respondeu. A Folha também procurou o sindicato na noite de segunda-feira (9) por email, mas não teve resposta até a publicação deste texto.
Aprovado na semana passada, o estado de greve ocorre em meio a debates sobre a negociação do plano de carreira e de outros temas.
Os representantes sindicais também afirmam que a empresa mantém defasagem salarial entre pessoas que realizam as mesmas atividades, pedem mais contratações por concurso público e criticam terceirizações.
“Além de pressionar pela abertura de negociação, a mobilização também é para pressionar pelo pagamento dos steps para todos”, diz comunicado do sindicato de metroviários do estado.
Os steps, diz a categoria, são os reajustes que podem equiparar os salários de quem realiza a mesma função.
Também há críticas sobre a empresa estar promovendo planos de demissão incentivada e voluntária sem repor os quadros.
O estado de greve não significa paralisação ou redução de quadros durante a operação dos serviços. Para que isso aconteça, uma nova assembleia da categoria precisa aprovar o início da greve, o que não tem data para ocorrer.
Autor: Folha



















