Mickey 17 traz uma premissa maluca onde clones descartáveis enfrentam situações absurdas, misturando humor ácido com uma jornada espacial que desafia qualquer lógica comum.
Por que Mickey 17 é tão diferente de outras ficções científicas
O diretor Bong Joon-ho, o mesmo do premiado Parasita, decidiu fugir do óbvio ao criar um universo onde a morte é apenas um detalhe burocrático na vida do protagonista. A história acompanha um funcionário descartável que é enviado para colonizar um mundo gelado e, toda vez que morre, um novo clone assume seu lugar.
A tabela abaixo mostra como o filme equilibra elementos que normalmente não vemos juntos em uma grande produção de Hollywood:
| Característica | Detalhe no filme |
|---|---|
| Protagonista | Um “expansível” que morre e é substituído |
| Tom narrativo | Mistura de comédia caótica e desespero |
| Atuação principal | Robert Pattinson interpretando duas versões de si mesmo |
Qual o papel de Robert Pattinson nessa confusão espacial?
Pattinson brilha ao interpretar duas versões do mesmo personagem que acabam coexistindo, o que é um erro grave no sistema da colônia. Ele consegue dar personalidades levemente distintas para cada clone, gerando diálogos hilários e momentos de pura tensão existencial enquanto tentam esconder a verdade.
Abaixo um vídeo do canal esperonquegoste no TikTok, onde são explicados os detalhes da trama e por que essa história de clones é tão viciante.
Essa dinâmica entre os clones cria uma sátira afiada sobre como o sistema trata os indivíduos como peças trocáveis. O ator entrega uma performance física e vocal que ajuda a vender a ideia de que o filme é, ao mesmo tempo, uma aventura espacial e um estudo de personagem muito estranho.
Detalhes que fazem a direção de Bong Joon-ho ser genial
O diretor utiliza cada canto do cenário para reforçar a sensação de isolamento e o absurdo da situação. Em vez de focar apenas na tecnologia avançada, ele prefere mostrar a sujeira, o cansaço dos operários e as falhas humanas que tornam a colonização de outro planeta um verdadeiro caos logístico.
Note como alguns pontos específicos da produção ajudam a construir esse clima fascinante que conquistou a internet antes mesmo da estreia:
- Cenários futuristas que parecem industriais e pouco acolhedores para os humanos.
- Trilha sonora que alterna entre o épico e o ridículo conforme a cena pede.
- Uso inteligente de efeitos visuais para colocar dois Pattinsons interagindo em cena.
- Roteiro que critica a exploração do trabalho de uma forma ácida e divertida.
Vale a pena assistir Mickey 17 no cinema?
Com certeza, especialmente se você procura algo que saia do padrão dos filmes de heróis ou sequências intermináveis. O longa oferece uma experiência visual e narrativa totalmente nova, provando que a ficção científica ainda tem muito espaço para histórias originais e provocativas.
O filme entrega aquela sensação constante de surpresa, fazendo a gente rir em momentos onde deveríamos estar preocupados. É o tipo de cinema que faz você sair da sala querendo conversar por horas sobre as escolhas malucas dos personagens e os rumos da história.




