A Microsoft publicou a décima edição da Pesquisa Global de Segurança Online, levantamento da empresa sobre as percepções da comunidade sobre riscos na internet.
A edição deste ano considerou o uso de inteligência artificial (IA) e mostrou preocupação dos brasileiros: 88% dos entrevistados estão preocupados com os riscos atrelados à tecnologia, como golpes e deepfakes.
A IA generativa (tecnologia usada por ChatGPT, Gemini e outras ferramentas) é cada vez mais adotada por aqui – o Brasil é o segundo país com maior adoção da tecnologia, atrás apenas da Índia, mas as preocupações sobre os riscos aumentam simultaneamente.
Quais as preocupações dos brasileiros com IA?
Os principais temores registrados são a exposição a abusos sexuais ou online (81%), fraudes no geral (80%) e problemas com a privacidade dos dados (75%).
A dificuldade para reconhecer um deepfake é outro ponto de alerta: apenas 31% dos entrevistados se consideram aptos para distinguir imagens reais de conteúdos gerados por inteligência artificial.
Por outro lado, existem relatos positivos sobre a tecnologia: ajudar com planejamento (56%), responder a perguntas (56%) e aumentar a eficiência no trabalho (53%) foram os destaques mais mencionados.
Jovens são mais expostos, mas conseguem reagir aos riscos
A pesquisa também abordou a exposição dos adolescentes a possíveis ameaças na web. Os riscos aumentaram em 2025, com o cyberbullying sendo a maior preocupação dos jovens (38%). Discursos de ódio, imagens gráficas e fraudes online também foram mencionados pelos entrevistados.
A Microsoft destaca que os jovens estão mais proativos para se defenderem desses ataques: 90% dos adolescentes tomaram alguma ação defensiva, como bloquear, deixar de seguir um perfil ou tornar uma conta privada, enquanto 81% dos entrevistados afirmaram que já conversaram com alguém ou reportaram o caso após uma situação de risco.
A pesquisa coletou dados de cerca de 15 mil pessoas de diferentes faixas etárias em 15 países diferentes, incluindo o Brasil, entre junho e julho do ano passado.
*Matéria de André Magalhães, do Canltech, em colaboração para a CNN Brasil
Autor: CNN Brasil




















