domingo, novembro 30, 2025

Milton Leite quer alçar Silvão ao comando da Câmara de SP – 18/11/2025 – Cotidiano

Nome forte do União e ex-vereador de São Paulo por quase 30 anos, Milton Leite convocou para esta quarta-feira (19) uma reunião na sede do partido com toda a sua bancada Câmara Municipal para reiterar o desejo de que seu afilhado político Silvão Leite (União) assuma a presidência.

A eleição da mesa diretora da Câmara está prevista para 15 de dezembro e opõe Leite e Nunes. No entanto, vereadores da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB), como Fábio Riva e João Jorge, têm rodado gabinetes para pedir votos para o atual presidente.

“Chegamos hoje [terça] a 30 assinaturas com vereadores de dez partidos em apoio à recondução do Ricardo Teixeira, que faz um mandato democrático, inclusivo e de valor ao trabalho de cada vereador”, afirmou João Jorge.

Para ser eleito, são necessários pelo menos 28 votos.

Embora Teixeira e Silvão sejam do mesmo partido, o União, o atual presidente é visto como figura mais próxima do prefeito, enquanto o segundo é tido como um representante de Milton Leite, que, mesmo após a aposentadoria, tenta manter sua influência no Legislativo e Executivo.

No entanto, os próprios aliados de Silvão consideram cada vez mais difícil emplacá-lo como presidente. O apadrinhado de Leite está em seu primeiro mandato e não cultiva diálogos com boa parte dos vereadores.

A Folha não obteve respostas de Leite e Silvão até a publicação deste texto.

A presidência da Casa foi entregue ao União em um acordo para que o partido apoiasse a candidatura de Nunes em 2024. O pedido pelo comando do Legislativo foi feito pelo próprio Leite.

Na atual legislatura, a bancada do União tem, além de Teixeira e Silvão, os vereadores Adilson Amadeu, Rubinho Nunes, Silvinho, Amanda Vettorazzo e Adrilles Jorge.

Leite queria ter alçado Silvão à presidência desde o começo do mandato. No entanto, foi convencido de que, pelo fato de Silvão estar em seu primeiro mandato, o apadrinhado deveria ao menos passar por um período de experiência na Casa.

A solução, então, foi a de lançar Teixeira sob a condição de que haveria um rodízio anual pela presidência. Além de Silvão, Leite também tem planos para apoiar seu outro afilhado, o vereador Silvinho.

Antes do acordo costurado por Leite, a tradição é que o presidente fique à frente do Legislativo por dois anos, a cada mandato.

“A Casa tem a tradição de garantir pelo menos dois anos de mandato ao seu presidente há muitas décadas. Não faz sentido tirar do Ricardo Teixeira esse direito”, afirma João Jorge.

Leite tem dito que que o prefeito sabe da existência de um acordo, inclusive com anuência do presidente do MDB, Baleia Rossi, para o rodízio na presidência da Câmara.

Entre os partidos de oposição, o Psol planeja lançar uma candidatura para marcar posição — provavelmente da vereadora Keit Lima.

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