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Ministra e deputados da base de Lula desfilam em homenagem ao MST

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e deputados da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão desfilar pela escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, em São Paulo, em um enredo que homenageará o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no carnaval deste ano. A agremiação levará à avenida uma narrativa de defesa da reforma agrária e da agricultura familiar, na madrugada de sábado (14).

O tema escolhido, “Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra”, coloca o aliado histórico de Lula no centro do espetáculo e deve repetir um afago à esquerda assim como a Acadêmicos de Niterói fará no Rio de Janeiro ao homenagear o presidente petista.

De acordo com informações oficiais divulgadas pelo MST, além de Márcia Lopes, participarão da escola paulistana os deputados Rosa Amorim (PT-PE), Valmir Assunção (PT-BA), João Daniel (PT-SE), Marina Santos (PT-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Missias Bezerra (PT-CE).

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Líderes do MST também estão confirmados, como João Pedro Stedile, Divina Lopes e João Paulo Rodrigues, e celebridades como ex-jogador de futebol Raí e o jornalista Chico Pinheiro.

A Acadêmicos do Tatuapé pretende utilizar o desfile como uma vitrine do que chamam de “Reforma Agrária Popular”, cujo enredo foi construído em conjunto com o MST. A proposta, segundo os organizadores, é usar a folia para divulgar a pauta histórica do MST no país.

“A proposta nasce de uma construção coletiva entre a Escola de samba e o MST, com o objetivo de ampliar o alcance da luta pela Reforma Agrária Popular, transformando a avenida em um palco de resistência, cultura e denúncia da concentração de terras no Brasil”, afirmou o movimento em nota.

O enredo também resgata a trajetória de três décadas de aproximação entre o MST e o carnaval, iniciada em 1996, quando a Império Serrano levou à avenida o tema “Um filho teu não foge à luta”. Na ocasião, militantes foram convidados para compor uma das alas, marcando a primeira vez que integrantes do movimento ocuparam um sambódromo.

Por outro lado, o desfile da Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro, pode parar nos tribunais por suspeita de propaganda eleitoral antecipada. Parlamentares se movimentam para impedir o desfile e alegarem “desvio de finalidade” em repasse de verbas federais para a agremiação.

Uma ação popular foi proposta alegando “improbidade administrativa” e violação dos “princípios da moralidade e impessoalidade”. Segundo o senador Bruno Bonetti (PL-RJ), se não for deferido o pedido de impedir a escola de desfilar, a ação pede que pelo menos o desfile não seja transmitido pela TV.

O termo de colaboração firmado entre a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), prevê o repasse de R$ 12 milhões (com R$ 1 milhão para cada escola do Grupo Especial) com o objetivo oficial de promover o Brasil como destino turístico internacional.

Autor: Gazeta do Povo

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