O Ministro do Esporte da Ucrânia, Matvii Bidnyi, afirmou que a desclassificação de Vladyslav Heraskevych na prova de skeleton dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina foi “injusta”, mas garantiu que a equipe seguirá na competição.
Heraskevych foi excluído momentos antes da disputa, em Cortina d’Ampezzo, na quinta-feira (12), após insistir em usar um capacete com imagens de atletas ucranianos mortos na guerra contra a Rússia.
O Comitê Olímpico Internacional (COI), que tentou negociar um acordo de última hora, alegou que o item violava as regras que proíbem manifestações e slogans políticos nas áreas de competição.
“Todos achamos que foi uma decisão injusta”, disse Bidnyi à Reuters. Segundo ele, o capacete não continha símbolos partidários nem referências a líderes políticos. “Ele usava imagens de nossos heróis nacionais, atletas mortos pela Rússia. Estamos aqui apenas porque nossos defensores morrem todos os dias. Por que não podemos homenageá-los?”, questionou.
O ministro também criticou a exigência de neutralidade. “Como ser neutro quando alguém mata seus amigos?”, afirmou.
Apesar das dificuldades de preparação em meio à guerra, a Ucrânia enviou a maior delegação aos Jogos de Inverno desde 2010, com 46 atletas. Bidnyi descartou qualquer possibilidade de boicote. “Por que boicotar? Na minha opinião, essa decisão prejudica mais a reputação do COI do que Vladyslav Heraskevych, que já é um herói para o povo ucraniano”, declarou.
Após a invasão russa em 2022, atletas da país foram banidos dos Jogos, embora alguns tenham sido autorizados a competir como neutros. Autoridades dos dois países classificam as restrições como discriminatórias e politicamente motivadas, defendendo que o esporte deve permanecer separado de conflitos internacionais.
Ex-fisiculturista, Bidnyi afirmou que o esporte pode desempenhar papel importante na busca por paz e pediu que o COI e federações internacionais não flexibilizem as sanções impostas à Rússia.
Autor: CNN Brasil




















