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Ministro Zanin no controle do Master: Sorteio ou estratégia?

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, assumiu a relatoria do caso Master, devido um mandado de segurança do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Nesse sentido, o parlamentar Rollemberg tenta obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar a criação da CPI do Banco Master. Portanto, cabe agora a Zanin decidir sobre o requerimento de instauração desta Comissão Parlamentar de Inquérito.

O novo sorteio do processo ocorreu nesta quarta-feira (11). A medida foi necessária após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito e devolver o caso à Presidência. Em seu despacho, Toffoli citou uma nota do STF que defendia a regularidade de sua atuação no caso Master. Dessa forma, o ministro afirmou que não existem hipóteses de suspeição ou impedimento legal.

Apesar disso, Toffoli alegou motivos de “foro íntimo” para enviar o processo à redistribuição. Consequentemente, a decisão resultou na escolha de um novo relator para o mandado de segurança. Portanto, o caso segue agora sob a análise do ministro Cristiano Zanin, que assumiu a função após este novo sorteio.

Flávio Bolsonaro inclui Haddad e Rui Costa em pedido de CPI do Master

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou, nesta terça-feira (10), um requerimento para que o pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master, feito pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), amplie seu objeto de investigação e passe a incluir, além dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

No caso de Rui Costa, as suspeitas vão para além das reuniões envolvendo o presidente Lula (PT), e esbarram em sua gestão no governo da Bahia. Pois, o governador assinou um decreto que, na prática, deu exclusividade ao Master em operações relacionadas ao programa CredCesta, um consignado voltado aos servidores estaduais.

ACM Neto confirma ter recebido R$ 3,6 milhões do Banco Master

Uma empresa vinculada ao vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag. De acordo com o Coaf, o jornal O Globo divulgou essas informações bancárias nesta quarta-feira. Nesse sentido, as duas instituições financeiras aparecem em investigações recentes sobre escândalos no setor. Em nota oficial, ACM Neto confirmou o recebimento dos valores.

Segundo o ex-prefeito, as transferências ocorreram entre o fim das eleições de 2022 e maio de 2024. Na ocasião, o pagamento remunerou serviços de consultoria privada. Além disso, o político declarou que recebeu o dinheiro quando já não exercia funções públicas. Para comprovar o trabalho, ele citou a realização de diversas reuniões com as empresas contratantes.

Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta quinta-feira (12)

  • PF ALERTOU A PGR SOBRE VORCARO TER OBTIDO DADOS DE INVESTIGAÇÃO;
  • STF MANDA PRENDER EX-CÚPULA DA PM DO DF POR ATOS DE 8/1;
  • PRINCIPAL DELATOR DE LULINHA AFIRMA AO STF QUE CORRE RISCO DE VIDA;
  • LULA RECORRE A LÍDERES LATINOS PARA FALAR SOBRE EUA.

O Café com a Gazeta do Povo vai ao ar das 07h às 10h, no canal da Gazeta do Povo no Youtube.

Autor: Gazeta do Povo

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