No segundo dia após assumir o plantão judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de outro inquérito – que não está diretamente ligado aos demais em curso envolvendo o Banco Master – para investigar uma possível “violação de sigilo fiscal de ministros da Corte e seus familiares”, supostamente praticada por servidores da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Ao menos dois dos 11 magistrados teriam sido diretamente atingidos, embora a investigação tenha caráter amplo e inclua dados relacionados aos 11 integrantes do STF.
A Receita e o Coaf teriam sido oficialmente acionados para esclarecer quem acessou as informações protegidas, já que todos os acessos ficam registrados por meio de logs e senhas internas.
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Segundo o portal Poder360, caso as explicações sejam consideradas insuficientes, não está descartada a realização de perícias em sistemas e equipamentos, nem a quebra de sigilo telemático de autoridades.
O inquérito foi instaurado em meio a reportagens que citaram dados financeiros de ministros e familiares, como detalhes de contratos da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master e operações de familiares do ministro Dias Toffoli com a instituição financeira, as quais, em tese, só poderiam ser obtidos por meio desses órgãos de controle.
Moraes, que assumiu a presidência interina do STF durante o recesso, conduzirá as decisões urgentes até o fim deste mês.





