
O ministro Alexandre de Moraes (STF) tem dado sinais de recuos e ajustes recentes em decisões controversas após pressão interna e externa: nesta terça‑feira (10), ele acolheu o pedido da Procuradoria‑Geral da República (PGR) e arquivou o inquérito que investigava o bilionário Elon Musk, dono da plataforma X, por supostas irregularidades no cumprimento de ordens judiciais — a PGR entendeu que não havia provas suficientes de crime, e Moraes seguiu esse entendimento formalmente. Ao mesmo tempo, em outro caso, o ministro estipulou prazo de 30 dias para a Polícia Federal concluir a investigação sobre o influenciador Monark, que apura desobediência a ordens judiciais e estava parado há meses, evidenciando movimento de encerramento ou aceleração de inquéritos sob sua relatoria. Esses ajustes ocorrem em meio à crise política e judicial desencadeada pelo escândalo do Banco Master e pelas revelações de mensagens e contratos que colocam Moraes no centro de questionamentos, o que tem aumentado a pressão sobre o ministro e sobre a imagem do STF no debate público.
“Operação abafa”: temor de nova Lava Jato mobiliza planalto
O governo do presidente Lula decidiu acionar o Ministério da Justiça para investigar e tentar conter o vazamento de informações sigilosas sobre o escândalo do Banco Master, diante do temor de que o caso ganhe repercussão semelhante à da Operação Lava Jato, com divulgação seletiva de dados para fins políticos em ano eleitoral; a ação ocorre após críticas de líderes do Congresso e ministros do STF à forma como as investigações e vazamentos têm sido conduzidos, e o Palácio do Planalto busca mostrar controle e resposta institucional à crise que envolve autoridades, mensagens expostas e conflitos internos sobre o manejo da Polícia Federal.
Alcolumbre tenta barrar CPMI do Master, oposição aciona STF
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é acusado pelo deputado Carlos Jordy (PL‑RJ) de barganhar para impedir a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o escândalo do Banco Master, ao propor trocar a leitura do pedido da comissão pela análise do veto presidencial ao PL da dosimetria, o que tem levado a oposição a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) com mandado de segurança para obrigar a criação do colegiado, enquanto críticos afirmam que o adiamento da sessão conjunta do Congresso Nacional trava a fiscalização do caso e viola o direito das minorias parlamentares.
Vorcaro teria ocultado R$ 482 mi em imóveis em Miami
O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, teria adquirido imóveis de luxo em Miami avaliados em cerca de R$ 482 milhões entre 2023 e 2025 por meio de empresas offshore e LLCs, estrutura que ocultaria seu nome como verdadeiro proprietário nas transações. Conversas encontradas em investigações indicam que o banqueiro discutia estratégias para evitar que as compras fossem associadas a ele, incluindo a utilização de terceiros nas operações; uma das propriedades seria uma mansão em Bay Point, comprada por cerca de R$ 446 milhões, considerada uma das vendas mais caras já registradas na região. As aquisições passaram a ser analisadas no contexto das investigações sobre o escândalo financeiro envolvendo o banco e possíveis práticas de ocultação patrimonial.
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Autor: Gazeta do Povo








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