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Mpox: surgimento de nova variante é motivo de preocupação?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, na última semana, o surgimento de uma nova variante da mpox, originada de um processo natural de recombinação, ou seja, quando dois tipos diferentes do vírus infectam a mesma pessoa simultaneamente e trocam material genético.

Em resumo, a doença é causada pelo mpox vírus, do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. A transmissão para humanos acontece por meio do contato com pessoas infectadas ou materiais contaminados.

 

Segundo as atualizações mais recentes, até o momento dois casos isolados foram identificados: o primeiro no Reino Unido, em dezembro de 2025, e o segundo na Índia, no início de 2026.

Curiosamente, a amostra indiana, coletada em setembro do último ano, revelou-se a detecção mais antiga desta cepa no mundo, precedendo assim o caso britânico. Ambos os pacientes tinham histórico de viagens internacionais, Ásia-Pacífico e Península Arábica.

O quadro clínico apresentado pelos pacientes foi semelhante ao das linhagens já conhecidas, sem registro de complicações graves ou casos secundários após o rastreamento de contatos. O paciente na Índia chegou a ser hospitalizado, mas obteve recuperação completa.

Ainda não há casos confirmados dessa nova cepa no Brasil.

E o modo de transmissão?

As variantes diferentes possuem modo de transmissão similares: contato físico com fluídos de uma pessoa infectada, incluindo em relações sexuais. Além disso, o contato com materiais e objetos infectados e gotículas respiratórias em determinadas situações também garantem a infecção.

Principais sintomas

Nem sempre o vírus gera sintomas. Em casos mais comuns, a doença provoca erupções cutâneas (lesões de pele) e adenomegalia (linfonodos inchados). Outros sinais como febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza também podem indicar sua contração.

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos primeiros sintomas da mpox (período de incubação) é tipicamente de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias, segundo o Ministério da Saúde.

O que os números atualizados nos dizem?

Embora os números atuais chamarem atenção, o cenário de 2026 é mais brando do que o observado nos últimos meses. Em 2025, o Brasil encerrou o ano com 1079 casos e dois óbitos confirmados.

No mesmo período de 2025 (até 20 de fevereiro), o país acumulava 244 casos. Já em 2026, o total é significativamente menor. No fim de fevereiro do ano passado, havia 31 registros na semana correspondente, contra apenas dois neste ano.

Segundo o Ministério da Saúde, o país mantém vigilância ativa, com monitoramento por semanas epidemiológicas e estrutura do SUS preparada para diagnóstico precoce, manejo clínico e acompanhamento dos pacientes.

Situação no Brasil em 2026

O Brasil soma 90 casos nos dois primeiros meses de 2026, sendo 88 confirmados e dois prováveis, sem registro de óbitos até o momento. A maioria apresenta quadros leves ou moderados.

São Paulo lidera com 63 casos, seguido por Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), além de Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal, com um caso cada. O país também registra mais de 180 notificações suspeitas, das quais 57 já foram descartadas.

Autor: CNN Brasil

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