Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, celebra-se o aniversário de 11 anos do lançamento do blog Música em Letras.
O blog mudou de gênero e há muito fez sua transição sem grandes alardes. Atualmente o blog é uma das colunas do jornal Folha de S.Paulo. A coluna Música em Letras nasceu com a proposta de integrar textos, vídeos e áudios, oferecendo uma experiência sensorial completa para o leitor.
Nesses 11 anos a coluna conseguiu se manter viva levando adiante a proposta de focar no mundo dos sons por meio da leitura, abordando desde lançamentos e instrumentos musicais, curiosidades e o cotidiano de quem faz música. Além de críticas e entrevistas, a Música em Letras continua trazendo um olhar técnico e de bastidores sobre o viver de músicos, luthiers e profissionais do som, em busca de referências para o cenário musical brasileiro.
Desde a primeira postagem convido o internauta para “afinar” seus olhos, “limpar” os ouvidos, puxar uma cadeira e ser bem-vindo ao mundo de amealhar os sons, o que reitero já agradecendo à fidelidade e credibilidade de leitores que muito auxiliaram nesses 11 anos com suas dúvidas, críticas e sugestões. Afinal, o blog se consolidou como uma das colunas mais resilientes da Folha de S.Paulo, sobrevivendo a diversas mudanças editoriais no jornal, graças a você, parte de um público fiel e especialmente interessado na música e nos sons.
Hoje, ao completar 11 anos de existência na Folha de S.Paulo, a sensação é de que a “partitura” deste espaço continua sendo escrita em tempo real, nota por nota, palavra por palavra. Nesta década e um ano de estrada, a Música em Letras não se limitou a falar de sucessos ou polêmicas de palco caçadoras de cliques.
Minha busca sempre foi pelo que está atrás da nota musical que valoriza a melodia, o acorde que enobrece a peça, assim como o ritmo que a movimenta. Na Música em Letras o importante é o cinzel do luthier moldando a madeira, o suor do ensaio antes da cortina subir, a precisão do maestro e a alma do instrumentista que faz do som sua única linguagem.
Nesse período realizei centenas de entrevistas, visitei várias oficinas silenciosas e palcos estridentes. O que aprendi? Que a música, assim como o bom jornalismo, exige afinação e muita, mas muita dedicação. Exige saber ouvir o silêncio entre os compassos e traduzir o invisível para o papel, ou para o pixel. O melhor de tudo é saber que esta jornada sonora continua. Que venham novos timbres e novas letras. Pois, enquanto houver som, haverá história para contar.
Obrigado!
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Autor: Folha
















