Vocês se convertem em 2015, depois de Malhação. Como você decidiu abrir isso para as pessoas que te conhecem pelo trabalho?
Eu recebi um convite, na época em que eu tava fazendo Segunda Chamada, para ir ao talk show do Fragali, pastor da Nova Igreja aqui no Rio. Eu nunca tinha falado sobre a minha fé, e senti algo no meu coração – que estava chegando a hora de testemunhar. Eu tinha medo de me antecipar e falar algo… eu detesto ser hipócrita, detesto ser incoerente. Eu via muitas pessoas que se convertiam e rapidamente começavam a falar sobre isso, mas, ao longo da jornada, se desviavam e iam para outro caminho. Eu não queria que isso acontecesse. Senti que aquele momento era uma abertura que eu tinha. Eu não estou aqui para quebrar a cabeça de ninguém e colocar o que eu acredito. Mas se eu puder dialogar com você, ótimo. Depois que você entra na igreja, começam a te ensinar a enxergar pessoas como números. Mas uma vida é muito. Hoje eu não vejo barreira entre minha fé e minha profissão, pelo contrário. Para dar vida ao Daniel Cravinhos, eu tenho que experimentar graça. Tenho que experimentar perdão. Porque, na concepção humana, é impossível. É julgamento, bloqueio. E, de repente, vem um amor sincero por esse cara. Minha homenagem ao Daniel durante o processo foi amá-lo como ser humano.




