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Navegação no Estreito de Ormuz segue ameaçada em meio a novos ataques

O Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, enfrenta mais um dia de interrupções em meio aos ataques no Oriente Médio.

Devido à situação de segurança na região, o grupo de navegação alemão Hapag-Lloyd suspendeu toda a circulação de navios pelo Estreito até novo aviso, informou neste domingo (1º), segundo a agência de notícias Reuters.

A hidrovia tem cerca de 34 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito. É a única maneira de transportar petróleo bruto do Golfo Pérsico, região rica em petróleo, para o resto do mundo.

O centro de segurança marítima de Omã informou no domingo que um petroleiro, chamado “Skylight”, foi atacado a cerca de cinco milhas náuticas da costa de Masandam, em Omã, ferindo quatro pessoas.

No final do dia, a agência de notícias semioficial iraniana Mehr informou que um petroleiro, atingido após tentar uma “passagem não autorizada pelo Estreito de Ormuz”, estaria afundando após sofrer danos. Não está claro se o petroleiro é o mesmo mencionado pelas autoridades de Omã.

Em uma atualização, a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) afirmou que “nenhum fechamento oficial do Estreito de Ormuz foi formalmente comunicado à indústria marítima por meio dos canais de segurança marítima reconhecidos”.

Mas afirmou que existe “atividade militar regional em curso que contribui para uma ameaça elevada à navegação comercial”.

A UKMTO também informou ter recebido relatos de dois “incidentes” na costa de Omã. Segundo a UKMTO, uma embarcação a 50 milhas náuticas (cerca de 92 quilômetros) ao norte de Mascate teria sido atingida por um “projétil desconhecido”, resultando em um breve incêndio na sala de controle. Outra embarcação, a duas milhas náuticas da costa (aproximadamente 3 quilômetros), foi evacuada após um “incidente”.

“Recomenda-se que as embarcações transitem com cautela e reportem qualquer atividade suspeita”, afirmou a UKMTO.

O que está acontecendo?

Trump anunciou no sábado que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado – o primeiro dia da semana no Irã – enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

E enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.

A CNN Internacional havia relatado anteriormente que Khamenei era um dos alvos da primeira onda de ataques contra o Irã, juntamente com outros líderes importantes.

Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Autor: CNN Brasil

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