O governador Ratinho Junior (PSD-PR) foi comunicado pelo Novo que o partido deixará o grupo político no Paraná. A sigla deve aceitar o convite do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do senador Sergio Moro (que deve filiar-se ao PL na próxima semana) para formar uma coligação de direita encabeçada pelo ex-juiz da Lava Jato como pré-candidato ao governo do estado.
A reunião entre a liderança do Novo paranaense e o governador Ratinho Junior foi realizada nesta quinta-feira (19) em Curitiba. Entre os participantes estava o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo-PR), que deve ser lançado como pré-candidato ao Senado na chapa junto com o deputado federal Filipe Barros (PL-PR). Em outubro, cada estado vai eleger dois senadores.
Segundo a apuração da Gazeta do Povo, a alta cúpula do Novo disse ao governador paranaense que, diante do cenário político após a aliança selada entre Flávio e Moro, o partido não teria margem para articulação a não ser apoiar as pré-candidaturas do ex-juiz paranaense e do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A avaliação dos líderes da sigla é que o Novo precisa manter a coerência e aderir à coligação alinhada à direita conservadora no Paraná, com figuras que representam tanto a herança política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto o legado lava-jatista de combate à corrupção no país.
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Além disso, a percepção da alta cúpula do Novo é que a continuidade no grupo político de Ratinho Junior – pré-candidato à Presidência da República pelo partido comandado por Gilberto Kassab – poderia ser interpretada pelos eleitores como apoio à centro-direita, sendo que a eleição estadual terá uma candidatura de direita com apoio da família Bolsonaro.
O PSD pretendia ter Dallagnol como candidato ao Senado para apoiar a chapa de continuidade no Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense. O nome do escolhido para tentar a sucessão estadual ainda não foi anunciado pelo governador.
Ainda de acordo com a apuração da reportagem da Gazeta do Povo, o clima da reunião foi amistoso e o Novo deve manter uma relação política com o grupo de Ratinho Junior, principalmente na prefeitura de Curitiba, comandada por Eduardo Pimentel (PSD-PR). Este venceu as eleições de 2024 em uma aliança com o PL, que indicou o vice-prefeito da capital, Paulo Martins.
No ano passado, Martinsmigrou para o Novo e chegou a lançar a pré-candidatura ao governo estadual pela sigla, o que não deve se concretizar com a filiação de Moro ao PL e a candidatura do ex-juiz.
Nesta quinta-feira, o cacique do PP paranaense Ricardo Barros anunciou a saída de Moro da federação União Progressista e disse que o ex-juiz deve assinar a filiação ao PL na próxima terça-feira (24). Existe a expectativa de que representantes do Novo acompanhem a solenidade em Brasília, estreitando a relação com Moro e com Flávio Bolsonaro.
Autor: Gazeta do Povo



















