O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), diz que vai reverter na Justiça a decisão que suspendeu seu decreto de caducidade com a concessionária de ônibus Transwolff, alvo de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
O juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública da capital, concedeu liminar favorável à empresa na sexta-feira (19), invalidando assim os decretos com os quais a gestão Nunes rescindiu os dois contratos com a Transwolff, no dia 5.
Na mesma sexta, porém, a Vara de Crimes Tributários e Organizações Criminosas determinou, em uma ação que tramita sob sigilo, a suspensão das atividades da Transwolff, sob a justificativa de evitar a rearticulação do grupo, mesmo após o decreto de caducidade.
“Vamos reverter no Tribunal. No mesmo dia, após essa decisão dada sem ouvir a prefeitura, e que iremos reverter no Tribunal, outra decisão no âmbito criminal garante que não existe hipótese de a Transwolff retornar ao sistema”, afirmou Nunes ao Painel.
A Transwolff disse, por nota, que não recebeu nenhuma notificação sobre a decisão na esfera criminal.
Antes da caducidade, a empresa já sofria com uma intervenção municipal desde abril de 2024. A SPTrans, empresa municipal que faz gestão do transporte público, assumiu as operações da Transwolff, que atende 133 linhas e quase 555 mil passageiros por dia.
Com relação à liminar que suspende a caducidade, a Transwolff afirmou que atende ao princípio de risco de dano irreversível. Também disse que a gestão Nunes está proibida de contratar outras empresas nos lotes operacionais da Transwolff e terá de devolver a concessão.
“A Transwolff esclarece que não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas” afirma a concessionária. “A empresa repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas”.
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