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O que é neoplasia cervical, que tirou Luís Roberto da Copa – 08/04/2026 – Equilíbrio e Saúde

A TV Globo anunciou na terça-feira (7) que o narrador esportivo Luís Roberto, 64, foi afastado da cobertura da Copa do Mundo de 2026 devido ao diagnóstico de neoplasia na região cervical. A condição foi identificada em exames de rotina e está em fase final de avaliação para decidir a melhor forma de tratamento, afirma a emissora.

A neoplasia consiste no crescimento anormal de células, podendo ser benigna ou maligna (câncer). No caso da neoplasia cervical, refere-se à região do pescoço, afetando áreas como tireoide, linfonodos, cavidade oral, laringe, faringe. Esse diagnóstico é diferente da neoplasia intraepitelial cervical, que afeta o colo do útero.

“A neoplasia da região cervical se refere especificamente ao pescoço. Porém, a gente não deve se confundir com o termo câncer cervical do colo de útero, porque isso vem de uma nomenclatura chamada cérvix uterino ou colo do útero, o que pode gerar esse entendimento errado”, diz Cheng Tzu Yen, oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

As neoplasias são consideradas benignas quando esse crescimento é limitado, ou seja, essas células não têm capacidade de invasão ou de metastatização —ir para outros órgãos, explica Thiago Bueno, vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A. C. Camargo Cancer Center. “Quando o crescimento dessas células causa um risco para o paciente pela capacidade que as células malignas têm de se espalhar para outras partes do corpo, a neoplasia é maligna“, complementa.

O médico diz que o termo neoplasia cervical é bem amplo e pode abarcar a região dos gânglios —que pode ter se originoado de outras áreas da cabeça e pescoço, como língua, garganta, orofaringe, laringe e hipofaringe—, a região da tireoide e nas glândulas salivares.

Quais os principais sintomas da neoplasia cervical?

O primeiro sinal a ser percebido é um caroço na região do pescoço, que não desaparece em pelo menos 15 dias, é geralmente palpável e poder ser visto, afirma Bueno. No caso de uma neoplasia maligna que tem origem nas vias aerodigestivas superiores (por onde passa o ar e os alimentos) e migram para a região dos gânglios linfáticos, os sintomas também podem ser feridas ou aftas na boca ou lingua que não cicatrizam em pelo menos duas semanas, rouquidão persistente, dor para engolir, alterações na região da base da língua ou da amígdala e sangramentos pela cavidade oral.

Yen complementa que, em estágio inicial, geralmente é assintomático ou com poucos sintomas, mas que os pacientes devem ficar atentos para rouquidão, mudança no timbre da voz, engasgos persistentes ao engolir, dificuldade para respirar que não tenha uma relação com os pulmões e também perda de peso não intencional.

Como é feito o diagnóstico?

Para fazer uma detecção precoce, Bueno diz que os exames a serem feitos são os de imagem, como ultrassom, tomografia ou ressonância magnética. No entanto, ele explica que não tem uma recomendação específica para a detecção precoce, como acontece para o câncer de mama ou de próstata.

“Ainda não temos nenhum programa bem desenvolvido ou exames específicos para tumores nessa região [cervical]. O que investimos muito é na conscientização da população e de profissionais de saúde dos sintomas, dos sinais de qualquer coisa que possa sugerir uma neoplasia da região cervical ou um câncer da região de cabeça e pescoço“, diz.

Em relação à identificação se é maligna ou benigna, os especialistas dizem que o método principal é fazendo uma biópsia, ou seja, retirando um pedaço do tumor para análise microscópica das características daquelas células.

Yen afirma que, para prevenir, é importante ir ao dentista e se atentar aos sintomas, para então passar por um especialista em cabeça e pescoço, que possa fazer um exame físico e solicitar exames, como endoscopia e nasofibrolaringoscopia.

Quais são os fatores de risco ou possíveis causas?

Os principais fatores de risco, principalmente em relação às malignas, envolvem o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo, infecções pelo HPV ou papiloma vírus humano, e higiene dentária e oral precárias, diz Yen.

“Baseado nesses fatores de risco, existe como prevenir tumores nessa região, seja evitando o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, e se vacinando para o HPV”, diz Bueno.

Qual o tratamento?

Para Yen, o tratamento para uma neoplasia da região cervical vai depender da região do tumor, se é benigno ou maligno e se o nódulo que foi identificado na região do pescoço se trata de uma metástase. Bueno diz que, na maioria dos casos malignos, o tratamento envolve várias modalidades, que pode incluir radioterapia, quimioterapia, cirurgia ou imunoterapia.

“Em relação a neoplasias benignas, geralmente o tratamento é mais simples, que pode ser simplesmente uma observação”, diz Bueno. Ele complementa que, em geral, quando o diagnóstico é precoce, a cura é alta.

Autor: Folha

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