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O que é o Geospy, app que adivinha onde as fotos foram tiradas?

A plataforma GeoSpy está dando o que falar nas redes sociais por descobrir, com precisão, onde uma foto foi tirada. Lançada em dezembro de 2023 pela Graylark Technologies, empresa sediada em Boston, nos Estados Unidos, a ferramenta faz parte do setor de tecnologia e segurança digital. Segundo a companhia, a plataforma já teria auxiliado em mais de 10 mil casos ao redor do mundo e é capaz de estimar a localização geográfica de uma foto mesmo quando a imagem não possui dados de GPS ou metadados EXIF. O processamento ocorre em segundos e entrega coordenadas com indicação de nível de confiança.

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O diferencial do sistema está no fato de analisar exclusivamente os pixels da imagem. Em vez de depender de informações ocultas no arquivo, o GeoSpy interpreta elementos visuais como arquitetura, padrão de calçamento, tipo de vegetação, iluminação, placas, hidrantes e até características regionais quase imperceptíveis ao olhar humano. A empresa afirma que o país pode ser identificado em milissegundos, a cidade em cerca de um segundo e a rua em aproximadamente dois segundos, dependendo da quantidade de pistas visuais disponíveis.

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Ferramenta usa IA para revelar local de qualquer foto em segundos GeoSpy foi criada em Boston (Imagem: HowToGeek)

A base tecnológica remonta a pesquisas acadêmicas em visão computacional, como o projeto IM2GPS, desenvolvido por James Hays e Alexei Efros, que demonstrou a viabilidade de estimar localizações a partir do cruzamento massivo de imagens georreferenciadas. No caso do GeoSpy, o treinamento envolveu milhões de imagens associadas a localizações reais, permitindo que o modelo criasse mapas probabilísticos de correspondência visual em escala global.

Aplicações policiais e riscos entre stalkers

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Geospy está causando muita polêmica e preocupações com a privacidade (Imagem: DigialPS)

Entre os usos divulgados pela empresa estão investigações criminais, checagem de fatos, validação de seguros, análises de inteligência de fontes abertas e identificação de fraudes em marketplaces e aplicativos. Departamentos de polícia nos Estados Unidos já teriam utilizado versões profissionais da ferramenta para auxiliar em investigações, segundo reportagens internacionais. Ao mesmo tempo, especialistas alertam para o potencial de uso indevido, especialmente em casos de perseguição, assédio ou violação de privacidade.

A própria Graylark afirma que a tecnologia não substitui o trabalho humano e deve ser utilizada como suporte analítico. Ainda assim, o avanço desse tipo de solução levanta questionamentos sobre os limites entre inovação e vigilância. Confira mais notícias de tecnologia, inteligência artificial e, principalmente, segurança digital no TecMundo.

Autor: TecMundo

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