
Uma das lideranças de oposição na Venezuela, Juan Pablo Guanipa, foi sequestrado poucas horas depois de ser libertado na tarde de domingo junto a outros políticos por ordem do regime chavista.
O filho do opositor, Ramón Guanipa, indicou que um grupo de “aproximadamente 10 pessoas não identificadas” interceptou e “sequestrou” seu pai. A vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, também denunciou na madrugada desta segunda-feira (9) que “homens fortemente armados” levaram Guanipa, que havia saído da prisão horas antes, após ter permanecido detido desde maio de 2025.
“Homens fortemente armados, vestidos à paisana, chegaram em quatro veículos e o levaram violentamente. Exigimos sua libertação imediata”, escreveu Machado em sua conta na rede social X.
Em comunicado, o Ministério Público da Venezuela informou que revogou a soltura do dirigente opositor Juan Pablo Guanipa, acrescentando que será transferido para um regime de “prisão domiciliar”. Segundo a procuradoria, foi solicitada perante um tribunal a revogação da “medida cautelar (soltura) concedida ao cidadão Juan Pablo Guanipa” por, supostamente, “ter sido verificado o descumprimento das condições” impostas pelas autoridades judiciais.
O partido Primero Justicia, do qual o opositor faz parte, afirmou que o regime o deteve “enquanto ele se deslocava”, ao mesmo tempo em que responsabilizou a ditadora interina, Delcy Rodríguez, o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, pela medida.
Guanipa foi solto na tarde de domingo junto a um grupo de opositores próximos a Machado, após o chavismo se ver pressionado pelos EUA com a captura de Nicolás Maduro.
Autor: Gazeta do Povo








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