O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta sexta-feira (13) que vai iniciar na próxima semana a distribuição de canetas emagrecedoras na rede de saúde municipal.
Segundo ele, o anúncio ocorrerá na inauguração do Supercentro de Saúde da zona oeste da cidade, marcado para terça-feira (17). A declaração foi dada em evento com o presidente Lula (PT), que classificou o tema como “delicado”.
“A gente não pode tirar do médico a obrigação de orientar corretamente as pessoas. Primeiro, qualidade da comida. Nós somos obrigados a orientar as pessoas que elas têm que comer comida saudável. Você não pode dar de presente uma injeção para as pessoas emagrecerem se a pessoa quer comer quatro rabadas por dia, três feijoadas, comer um quilo de torresmo. Se o médico não orientar corretamente, nós vamos ter problema”, afirmou o presidente, durante a inauguração do novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí, na zona norte do Rio de Janeiro.
A introdução do Ozempic na rede pública foi uma promessa de campanha de Paes na disputa pela reeleição, em 2024. O prefeito afirma ter perdido 30 kg com o tratamento por meio da chamada caneta emagrecedora e defende ampliar o acesso ao medicamento.
Aprovado para tratamento de diabetes tipo 2, o medicamento também está sendo usado em todo o mundo como produto para emagrecimento por aumentar a sensação de saciedade. Além do Ozempic, há outras marcas como Wegovy —nomes comerciais para a substância semaglutida— e o Mounjaro —tirzepatida.
Os efeitos do medicamento para o público geral têm sido alvo de estudos em diferentes universidades. O governo federal, por sua vez, tenta acelerar a comercialização das canetas nacionais usadas para diabetes e emagrecimento e tomou medidas que alteraram o rumo da disputa pelo domínio do mercado desses medicamentos.
Na ação mais recente, o Ministério da Saúde pediu e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou que as canetas poderão furar a fila de análise da agência.
“Terça-feira que vem [dia 17], a gente está esperando o grande anúncio do [ministro da Saúde, Alexandre] Padilha —porque está saindo cara essa conta. Nós introduziremos o Ozempic na rede pública de saúde no Supercentro da zona oeste”, disse.
Lula defendeu que as canetas não sejam distribuídas a “quem é relaxado”. “O remédio não é um prêmio para quem é relaxado. O remédio tem que ser dado para as pessoas que, por necessidade de saúde, não conseguem emagrecer. Mas o médico tem que dar receita ensinando a andar. Por que as pessoas não andam meia hora todo dia? Por que não caminham? Por que não fazem ginástica? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco. Andar. O cara vai comprar pão, vai de carro. O cara vai na farmácia, vai de carro.”
Autor: Folha



















