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Paraná foi mar há 400 milhões de anos

Equipes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) resgataram 2,6 mil amostras de fósseis durante as obras de uma linha de transmissão nos Campos Gerais e Norte Pioneiro. As descobertas provam que parte do território paranaense foi um oceano há cerca de 400 milhões de anos.

Como foi possível encontrar esses fósseis agora?

As amostras foram resgatadas por meio de um trabalho de salvamento paleontológico. Enquanto as máquinas abriam valas na rocha para instalar torres de energia, paleontólogos acompanhavam as escavações para identificar e coletar os materiais antes que fossem destruídos ou cobertos por concreto. Esse monitoramento durou nove meses e evitou a perda definitiva desses registros científicos históricos.

O que esses vestígios revelam sobre o passado do Paraná?

Eles confirmam que o interior do estado passou por mudanças ambientais profundas. Os fósseis mais antigos, de 400 milhões de anos, são de animais que viviam no fundo do mar. Já os materiais de períodos posteriores, datados em 280 milhões de anos, mostram seres que viviam em água salobra ou doce. Isso indica que o oceano que cobria a região recuou gradualmente ao longo de milhões de anos.

Quais tipos de seres vivos foram identificados no acervo?

A maioria são invertebrados marinhos, como animais que possuem conchas, além de restos de peixes e vestígios de vegetais antigos. Muitos desses organismos pertencem a grupos que já foram extintos. Curiosamente, a maior parte desses fósseis é minúscula, medindo menos de dois milímetros, o que exige um olhar treinado para diferenciá-los de fragmentos comuns de rocha.

Onde exatamente ocorreram essas descobertas?

As escavações cobriram uma extensa faixa que inclui os municípios de Ponta Grossa, Tibagi, Ventania, Ibaiti e Ribeirão do Pinhal. Segundo os pesquisadores, a presença de fósseis é extremamente comum nessas áreas, sugerindo que o potencial paleontológico do Paraná é ainda maior do que se conhece hoje, com rochas fossilíferas que se estendem por centenas de quilômetros.

O que fazer ao encontrar um possível fóssil?

A orientação é nunca retirar o material do local por conta própria. O correto é procurar uma universidade ou museu para que especialistas façam a coleta. No Brasil, os fósseis são considerados patrimônio científico da União, e retirá-los sem autorização do governo federal é proibido por lei. Esses vestígios são fundamentais para que cientistas entendam a evolução da vida na Terra.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • Acervo de fósseis revela que parte do Paraná foi mar há 400 milhões de anos

Autor: Gazeta do Povo

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