Prestes a completar 50 anos de produção em Manaus, onde quase 16 milhões de unidades já foram montadas, a Honda CG (City General, algo como uso geral na cidade) segue líder de mercado.
Desde 1976, a moto cresceu em muitos sentidos e já teve farol redondo, quadrado ou multifacetado, entre tantos outros desenhos e carenagens. Porém, a buzina continua alta e aguda, mostrando que, nesse quesito, pouco mudou.
Em sua 10ª geração, lançada há um ano, a CG 160 recebeu mudanças no desenho e na ciclística. A versão Start, mais simples da linha, parte de R$ 16.770, mas a campeã em vendas é a Fan, com valor sugerido de R$ 18.350. O valor final, com frete, sai em torno de R$ 20 mil nas revendas da grande São Paulo.
Essa opção tem um custo benefício interessante, sendo equipada com LEDs no farol. Quem quiser freios com sistema ABS (que evita o travamento das rodas em frenagens de emergência) terá de escolher a Titan (R$ 19.910 sem incluir o frete), que traz ainda carregador USB-C no painel.
A linha 2025 trouxe um novo sistema de suspensão, com tubos dianteiros de maior diâmetro, e mudanças na balança e nos amortecedores traseiros. O sistema é eficiente em pisos bons ou ruins.
O assento continua confortável, mas está bem alto, a 796 mm do solo. Combinado ao guidão baixo, deixa a posição de guiar mais esportiva. Essa configuração pode agradar nos primeiros momentos, mas tende a cansar após algumas horas de pilotagem.
O motor de 162 cm³ perdeu desempenho, passando de 15,1 cv para 14,7 cv de potência quando abastecido com etanol. A mudança se deve à adequação para a quinta fase do Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares).
O lado bom é que a CG ficou mais econômica, podendo rodar pouco mais de 40 km com um litro de gasolina no uso combinado entre cidade e estrada.
A versão Fan veio com ganchos laterais traseiros para amarrar objetos e painel de instrumentos completo, com conta-giros e indicador de marcha engatada. Mas, não foi desta vez que a CG recebeu um botão corta-corrente. Também falta algum aviso luminoso para alertar sobre o cavalete lateral não recolhido.
Continua incômodo o acionamento da buzina e dos piscas laterais. Muito próximos entre si no punho esquerdo, acabam confundindo o piloto. Mas apesar de alguns pênaltis, a nova CG não perdeu as principais características que a fizeram um sucesso de vendas.
A facilidade de guiar, assim como o câmbio de engates macios e certeiros, são alguns dos exemplos, além da manutenção simples e barata. Apesar do preço alto diante de diversos concorrentes, a pequena Honda não deve abrir mão do seu reinado tão cedo.




