A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta quarta-feira (7) que o país não aumentou o envio de petróleo para Cuba após os Estados Unidos atacarem a Venezuela no último sábado (3) e deporem o ditador Nicolás Maduro.
Os mexicanos são os principais exportadores de petróleo para a ilha no Caribe, tendo ultrapassado a Venezuela, que historicamente era a maior parceira de Cuba.
Sheinbaum negou o aumento, mas destacou a importância do país. “Com a situação atual da Venezuela, o México obviamente se tornou um fornecedor importante; antes era a Venezuela”, comentou.
O México exportou uma média de 12,3 mil barris de petróleo por dia (bpd) para Cuba no ano passado, cerca de 44% do total de importações de petróleo bruto da ilha e um aumento de 56% em relação aos seus embarques de 2024, segundo levantamento da Kpler, empresa de dados comerciais e rastreamento de navios, divulgado pelo jornal Financial Times nessa terça.
Ao mesmo tempo, a Venezuela exportou 9.528 bpd ou 34%. Suas exportações para Cuba no ano passado, semelhantes ao nível de 2024, foram 63% menores do que em 2023
Desde a deposição de Maduro, Trump anunciou que os EUA estão “no comando” da Venezuela e que as empresas norte-americanas reativarão a indústria petrolífera da nação caribenha. A Casa Branca anunciou que o presidente se reunirá com representantes das petrolíferas nesta sexta-feira (9) para debater a situação na Venezuela.
A estatal mexicana de petróleo Pemex disse em um documento de dezembro na Bolsa dos EUA que sua unidade Gasolinas Bienestar enviou 17,2 mil bpd de petróleo bruto e 2.000 bpd de produtos petrolíferos para Cuba nos nove meses até o final de setembro —número superior ao relatado pela Kpler. A Pemex afirmou que cumpriu “com a legislação aplicável” nas exportações, avaliadas em US$ 400 milhões.
O México tem apoiado Cuba desde os primeiros dias da revolução de Fidel Castro. Além de seus embarques de petróleo, o México também emprega brigadas de médicos cubanos.
Com informações da Reuters e do Financial Times





