quinta-feira, janeiro 8, 2026

PF envia relatório médico de Bolsonaro; defesa pede urgência

A Polícia Federal enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na tarde desta terça-feira (6), o relatório do atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após ele ter caído na cela. Moraes exigiu o documento antes de decidir se autoriza a ida de Bolsonaro ao hospital.

Segundo o relatório, Bolsonaro estava “consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico” durante o exame, mas apresentava leve desequilíbrio ao ficar em pé e teve um corte “superficial” no rosto (no lado direito) e no pé esquerdo, com “presença de sangue”.

A equipe médica atendeu o ex-mandatário “a pedido dos agentes de plantão”, às 9h, na Superintendência da PF, em Brasília. Ele relatou que, ao longo desta segunda (5), teve “quadro de tontura” e “soluços intensos” à noite.

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“Paciente relata queda da cama durante esta noite enquanto dormia. Refere leve traumatismo craniano e contusão em braços e pés”, disse a PF. Os médicos da corporação apontaram possíveis hipóteses para a queda:

  • Interação entre remédios;
  • Crise epiléptica;
  • Adaptação ao CPAP (aparelho utilizado para apneia do sono);
  • Processo inflamatório pós-operatório.

Médico de Bolsonaro pede urgência em exames

Mais cedo, a defesa havia solitado a transferência de Bolsonaro ao hospital, mas Moraes considerou que não havia “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado”. O ministro solicitou mais informações sobre o quadro clínico do ex-presidente antes de decidir.

Nesta tarde, os advogados indicaram os exames necessários para avaliar a saúde de Bolsonaro após a queda, como Moraes havia determinado no despacho. A defesa destacou que o diagnóstico deve ocorrer no Hospital DF Star para “afastar risco concreto de agravamento do quadro e prevenir eventuais complicações neurológicas”.

O médico Brasil Caiado recomendou a “realização urgente” dos exames de tomografia computadorizada de crânio; ressonância magnética de crânio; e eletroencefalograma.

Caiado afirmou que quadro clínico é “compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”.

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