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PF já analisa dados bancários de Lulinha e cruza movimentações com Careca do INSS e Roberta Luchsinger

A Polícia Federal iniciou a análise dos dados bancários de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito da investigação que apura fraudes em descontos aplicados a beneficiários do INSS. Os investigadores cruzam as informações com movimentações atribuídas a outros alvos do inquérito, entre eles o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e a lobista Roberta Luchsinger.

O pedido de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático foi apresentado pela PF em janeiro de 2026 e autorizado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. A providência ocorreu antes da deliberação da CPI do INSS que, na quinta-feira (26), aprovou medida semelhante no âmbito parlamentar.

A decisão judicial determinou ainda que provedores de internet preservem os e-mails vinculados a Lulinha pelo tempo necessário às investigações.

Documentos preliminares datados de 4 de dezembro de 2025 apontam indícios de que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia ter recebido repasses mensais de R$ 300 mil relacionados ao esquema sob apuração. A suspeita é de que os valores teriam sido pagos por intermédio de Antônio Carlos Camilo Antunes, preso desde 12 de setembro de 2025.

A investigação busca identificar o fluxo de recursos entre contas bancárias dos citados e verificar eventual vínculo societário ou financeiro entre os envolvidos.

Lulinha nega irregularidades. À época das primeiras citações no inquérito, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que as menções ao empresário eram “fofocas e vilanias” e classificou o episódio como tentativa de atingir a família do presidente e o governo.

O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso no Supremo em razão da prerrogativa de foro de autoridades mencionadas nas apurações. Indicado ao STF em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro, Mendonça também conduz investigações relacionadas ao Banco Master.

O presidente Lula declarou em dezembro de 2025: “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”. Em 5 de fevereiro de 2026, acrescentou: “Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’ ”.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem informado o presidente sobre os desdobramentos da investigação. O inquérito segue sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.

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